Uma organização criminosa apontada pela polícia como responsável por tráfico de drogas, homicídios e controle armado de comunidades na Bahia entrou na mira de uma grande operação interestadual nesta terça-feira (16). A ação mobilizou policiais civis do Rio de Janeiro, da Bahia e de Santa Catarina para cumprir mandados contra integrantes da facção que mantinham uma rede de atuação em diferentes regiões do país.
Batizada de “Operação Gênesis”, a ofensiva tem como alvo membros da facção conhecida como “Tropa do Cote” ou “Tropa do CF”. Segundo as investigações, o grupo teria criado um sistema paralelo de poder em comunidades de Salvador, utilizando armamento de grosso calibre para impor domínio territorial, intimidar moradores e enfrentar grupos rivais.
A ação é coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) da Bahia, com apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro e da Polícia Civil de Santa Catarina. As equipes cumprem mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.
No estado do Rio, os alvos estão localizados nos municípios de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e Macaé, no Norte Fluminense. As diligências buscam localizar suspeitos apontados como integrantes ou colaboradores da organização criminosa.
De acordo com a polícia, a operação é resultado de uma investigação que teve início após a “Operação Saigon”, realizada anteriormente contra a mesma facção. Mesmo após a prisão e o enfraquecimento de integrantes considerados estratégicos, os investigadores identificaram que o grupo passou por uma reorganização interna para manter suas atividades.
As apurações apontam que o principal líder da facção continuou exercendo influência sobre a organização, enquanto integrantes de confiança assumiram a coordenação operacional do esquema. A investigação também revelou a existência de uma rede de apoio formada por operadores e foragidos distribuídos em diferentes estados, responsáveis por garantir a continuidade das atividades criminosas.
Segundo a Polícia Civil, o compartilhamento de informações de inteligência entre os estados foi fundamental para localizar os suspeitos e mapear a estrutura da facção fora da Bahia.