O carnaval de rua já começou com tudo no Rio e a segurança também entrou no ritmo. No primeiro fim de semana dos megablocos de 2026, a Polícia Militar apreendeu 82 objetos perfurocortantes durante ações preventivas realizadas nos desfiles do Chá da Alice, no sábado (24), e do Megabloco da Lexa, no domingo (25), no Centro da cidade.
A estreia da temporada de megablocos contou com um forte esquema de segurança montado pela Polícia Militar. Ao todo, 1.410 policiais militares foram mobilizados para atuar em todo o Circuito Preta Gil, garantindo a tranquilidade de milhares de foliões que lotaram as ruas.
O circuito, que começa na Praça da Candelária, segue pela Rua 1º de Março e pela Avenida Antônio Carlos, e termina nas proximidades do Aterro do Flamengo, recebeu torres de observação e monitoramento aéreo com helicópteros e drones do Grupamento Aeromóvel (GAM). As aeronaves contam com câmeras de alta tecnologia, equipadas com software de reconhecimento facial.
No meio da multidão, duas equipes do Grupamento de Patrulhamento em Multidão (GPM) circularam entre os foliões com foco na prevenção de tumultos. Identificados pelo capacete branco, os policiais são especializados nesse tipo de atuação e integram o RECOM (Rondas Especiais e Controle de Multidão).
Para o secretário de Estado de Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, o planejamento é essencial para o sucesso da festa.
“A segurança pública é um pilar fundamental para o carnaval de rua do Rio, que atrai milhões de foliões e movimenta a economia do estado. E a Polícia Militar através de um grande planejamento de segurança, que envolve dezenas de milhares de policiais, tecnologia e equipamentos visa não apenas a redução de crimes, mas a garantia de que o carnaval de rua ocorra de forma ordenada e segura para cariocas e turistas”, destacou.
A coordenação das ações ficou concentrada em um carro-comando estacionado próximo ao prédio histórico da Alerj, na Avenida Antônio Carlos, onde equipes de tecnologia acompanharam as imagens das câmeras em tempo real.
O esquema de segurança contou ainda com policiais do Regimento de Polícia Montada (RPMont), atuando na Central do Brasil e na Cinelândia, além de equipes do Batalhão Tático de Motociclistas (BTM) e de uma Unidade de Controle de Distúrbios (UCD) do Batalhão de Polícia de Choque.