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Segurança Pública

Professor de escola militar é denunciado por assédio mais uma vez

Redação | Publicado em:

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Agência Brasil

 





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Duas ex-estagiárias que trabalharam no Colégio Brigadeiro Newton Braga, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, acusam um professor de Educação Física de possíveis práticas de assédio sexual. A escola é subordinada à Força Aérea Brasileira (FAB). O professor é o mesmo que foi denunciado por ex-alunas. 

As denúncias recebidas pela Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio apontam que os abusos ocorriam por meio de mensagens em redes sociais. Tudo isso no ano de 2016, segundo as vítimas.

Uma das vítimas contou que teria recebido até mesmo um toque na coxa. As estagiárias, inclusive, abandonaram a instituição após os episódios, alegando constrangimento.

Elas chegaram a contar sobre o problema aos professores da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ), onde elas cursavam educação física.

Leia +: Casos de assédio sexual em escola da Aeronáutica do Rio

Leia +: Cresce número de denúncias de assédio em escola da Aeronáutica

Uma ex-estagiária revelou que a direção da UFRJ pediu formalmente uma reunião com a direção da escola da Aeronáutica. Mas o colégio não enviou representantes no dia marcado.

 





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Print entregue à OAB, atribuído ao professor, revela mensagens em que ele dizia a uma ex-estagiária que tinha o desejo de “dar beijos molhados” e “vontade de me lambuzar”.

A advogada Mariana Rodrigues, procuradora da comissão, apontou um padrão da instituição diante desses casos.

“Observa-se que a escola repetiu o que fez com as demais denunciantes. Alguns casos foram alvo de Inquéritos Policiais Militares e ensejaram a abertura de Procedimentos Administrativos Disciplinares, mas até hoje, nenhum deles chegou a qualquer conclusão”, contou a advogada, em entrevista ao portal G1.

A Força Aérea Brasileira (FAB) foi procurada pela reportagem, mas ainda não emitiu retorno sobre as novas acusações.

No último dia 10, portanto, a instituição explicou que sobre as denúncias de ex-alunas do colégio, ‘trata-se de assunto ocorrido há aproximadamente dois anos e que não foi denunciado formalmente à Instituição’. 

E, que, ainda assim, ‘diante da gravidade da suspeita, a administração instaurou imediatamente, em 23 de junho de 2020, uma apuração por meio de Inquérito Policial Militar (IPM), o qual, após concluído, foi encaminhado ao Ministério Público Militar, em 27 de agosto do mesmo ano’.

O comunicado dizia, ainda, que os supostos envolvidos ficaram também, por medida de cautela, afastados de suas funções por até 120 dias, prazo máximo previsto em lei.

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