Um dos principais líderes armados da facção criminosa Comando Vermelho (CV), Pierre Sá da Silva, conhecido como ‘PQD’, integrante da ala armada e apontado pelas autoridades como responsável por coordenar ações para a expansão territorial do grupo, além de atuar como chefe dos pontos de venda de drogas nas comunidades da Gardênia Azul e da Cidade de Deus, no Rio, foi preso na manhã desta terça-feira (18) por policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco).
Segundo a polícia, a captura ocorreu na comunidade da Gardênia Azul, local identificado pelas investigações como o principal reduto do investigado e utilizado para o planejamento e direcionamento de suas atividades ilícitas. Durante a abordagem policial, o acusado atacou as equipes, foi atingido durante o confronto e socorrido para uma unidade de saúde da região. Com ele, os agentes apreenderam uma pistola.
Na mesma ação de inteligência, os policiais capturaram um segundo integrante do grupo chefiado por PQD. O homem tinha contra si um mandado de prisão em aberto pelo crime de roubo.
Astro da guerra
Segundo levantamentos da Polícia Civil, o investigado integrava o grupo denominado “Equipe Astro” e exercia papel central nas operações de guerra da facção. Ele atuava diretamente na liderança armada, na mobilização de comparsas, na coordenação de ataques e na elaboração de ações violentas focadas no domínio de novos territórios na Zona Oeste do Rio.
As investigações indicam que o acusado participou de recentes ofensivas e disputas por território nos bairros de Curicica e Camorim, além da comunidade Asa Branca. O criminoso também é apontado como articulador de sucessivas tentativas de invasão à comunidade de Rio das Pedras, área considerada de relevância estratégica para a organização criminosa.
Operação Contenção
A prisão integra as ações da Operação Contenção, ofensiva estratégica do Governo do Estado do Rio de Janeiro voltada ao combate da expansão territorial do Comando Vermelho. O foco da medida é desarticular as estruturas financeira, logística e operacional da facção, além de efetuar a prisão de integrantes que atuam na região.
De acordo com o balanço oficial da operação, mais de 375 acusados foram presos e outros 138 foram mortos em confrontos com as forças de segurança. Durante o período da ação, as autoridades apreenderam cerca de 482 armas de fogo, das quais 191 são fuzis, além de mais de 51 mil munições.