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Um adolescente de 15 anos teria sofrido com agressões e preconceito racial em um clube da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro na última sexta-feira (12). Isso é o que garantem seus pais, que registraram o caso na 16ª DP (Barra da Tijuca). As informações são do G1.
De acordo com eles, um homem que é sócio do Marina Barra Clube é o responsável pelos crimes. Tudo teria começado depois de uma brincadeira entre adolescentes. A vítima é um jovem negro.
“Ele estava brincando com mais quatro ou cinco amigos. Aquela brincadeira de adolescente, de um ficar encarando o outro. E, nessa brincadeira, o meu filho deu um passo para frente em direção a um dos jovens. Nisso, um senhor que estava vendo a cena se aproximou, empurrou o meu filho no peito e falou: ‘O que você está fazendo, isso aqui não é lugar para você, sai fora’”, relatou Alberto Benoliel, pai do adolescente.
Depois disso, mais agressões aconteceram.
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“Esse senhor entrou dentro de uma loja na área de restaurantes do Marina Barra Clube. Em seguida, esse jovem que estava brincando com o meu filho foi para lá também. Passados alguns segundos, o meu filho foi para lá chamar o amigo dele para ir brincar. E quando ele entrou na loja, esse senhor se dirigiu a ele novamente e falou: ‘Pô, cara, você ainda está aqui? Sai fora, vai embora’. E deu uma cotovelada nele, seguida de um soco na cara”, contou o pai do menor.
A direção do clube informou em nota que vai ouvir os envolvidos e que o sócio foi suspenso. Procurada pelo G1, a Polícia Civil disse estar analisando as câmeras de segurança do local, além de ouvir depoimentos. O sócio acusado deve prestar depoimento na próxima semana.
“Não dá mais para viver em uma sociedade em que o tom de pele, aparência física ou o modo como está se vestindo seja superior à pessoa. A gente precisa viver em um mundo que as pessoas sejam quem elas são”, afirmou Maria Fernanda Benoliel, mãe do adolescente.