Familiares de Rudson Fernando da Silva Barreto, morto a tiros dentro da própria casa no bairro Camboinhas, na Região Oceânica de Niterói, estiveram na manhã desta segunda-feira (19) no Instituto Médico Legal (IML) de Tribobó, em São Gonçalo, para a liberação do corpo. O sepultamento será realizado em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.
Abalados, os parentes optaram por não falar com a imprensa. O crime ocorreu no domingo (18) e chocou moradores da região, que relataram momentos de tensão no entorno do imóvel onde a vítima foi encontrada sem vida. Tudo teria ocorrido por uma briga familiar.
O enteado da vítima, um jovem de 24 anos, é apontado como o principal suspeito do homicídio. Segundo informações da polícia, ele fugiu de carro logo após o crime e, até o momento, não foi localizado.
De acordo com a delegada Danielle Peres, da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHSNG), equipes da especializada realizam diligências contínuas para localizar o suspeito e esclarecer completamente as circunstâncias do assassinato.
Outros casos
O suspeito já era conhecido da Justiça. Ele estava foragido do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro por envolvimento em um acidente de trânsito que resultou na morte de um entregador dos Correios, ocorrida em dezembro de 2022.
Na ocasião, ele conduzia uma caminhonete que colidiu violentamente com uma motocicleta. A vítima, de 56 anos, trabalhava no momento do acidente. Segundo a polícia, o motorista deixou o local sem prestar socorro, foi alcançado pouco depois e resistiu à prisão. Com ele, foram apreendidos entorpecentes.
Em março de 2023, o suspeito obteve habeas corpus para responder ao processo em liberdade, com a condição de comparecer periodicamente à Justiça. O descumprimento da medida resultou na expedição de um mandado de prisão, que não foi cumprido à época.
Em 13 de março de 2024, o suspeito foi preso no Distrito Federal, após atropelar dois policiais militares durante uma abordagem na região central de Brasília. Segundo a Polícia Militar do DF, ele tentou fugir, colidiu contra viaturas e colocou em risco outros agentes durante a perseguição.
Na ação, o motorista conduzia um Toyota Corolla blindado, estava acompanhado de uma adolescente, e acabou sendo preso após perseguição. Ele foi autuado por tentativa de homicídio, resistência, embriaguez ao volante, corrupção de menores, além de ter o mandado de prisão do Rio de Janeiro cumprido.
Em 14 de março, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) decretou a prisão preventiva do suspeito, que chegou a ficar sob custódia do Estado, mas uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou a substituição da prisão preventiva por domiciliar.