PIX: o futuro das transferências

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Foto: Fotos Públicas

Você provavelmente ouviu recentemente sobre uma nova modalidade de transferência de dinheiro, com previsão de início em novembro, que deverá ser feita de maneira fácil e poderá ser usada para pagar serviços ou contas (água, luz, etc), depositar para amigos, comprar produtos, e uso em serviços públicos.

Segundo o Banco Central, o Pix será instantâneo, gratuito, seguro e com disponibilidade de 24 horas durante todos os dias do ano. Cerca de 644 instituições estão prontas para iniciar o cadastro das chaves e, nesta terça-feira (6), já havia mais de um milhão de chaves cadastradas.

Todos poderão pagar benefícios para os pagadores e recebedores, transferências e pagamentos de forma rápida, em alguns segundos, e essas são só algumas das promessas.

Diferente do que acontece hoje, em que pagamento de boletos ou transferências, sejam DOC ou TED, podem demorar dias para serem efetuadas, pois existe a influência de feriados e finais de semana, além de depender de horários e dias úteis entre bancos diferentes, a proposta do Pix é funcionar a qualquer dia e em tempo real.

A transferência acontece ao vivo, seja entre pessoas ou estabelecimentos comerciais, assim como o pagamento de impostos e taxas governamentais.

Transações em três formas

É mantida a mesma maneira que é feita atualmente, em que são necessários dados pessoais e bancários; informando uma chave Pix, seja e-mail, número de celular, CPF ou CNPJ; ou através de QR Codes – estáticos ou dinâmicos.

O custo médio da transação será de R$ 0,01 a cada 10 transações e a instituição financeira arcará com o custo, não o cliente. As maquininhas continuarão funcionando, porém será incluído o nome do Pix, além do comum “crédito ou débito”.

O cadastro para pessoa jurídica tem o mesmo procedimento que o de pessoa física e com custo zero para pessoa física, mas as empresas poderão ser taxadas.

Por determinação do BC, para diminuir o risco de fraudes, o modelo terá limite nas transações e o critério poderá ser baseado no limite do cartão de débito ou do TED.

A estreia tem data marcada para 16 de novembro e os cadastros foram iniciados na última segunda (5).

Chamada de “Revolução Bancária” por alguns participantes, a disputa entre bancos e fintechs será elevada e o melhor serviço prestado vai levar ‘a vitória’, com regras iguais para bancos tradicionais e novos competidores, gerando mais eficiência e competitividade, além de uma redução no custo para o cliente.

Os investimentos em tecnologia no setor bancário alcançam a quantia de R$ 24,6 bilhões por ano, segundo executivo da Febraban. Os bancos funcionando como patrocinadores de inovações fazem parte da história, pois o investimento em tecnologia torna isso viável e possível.

Formado em Administração pela
IBMEC e especializações em Negócios
no Brasil e no Exterior, Gabriel Magalhães fala das tendências no mercado financeiro e os altos e baixos da economia.