A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou, na quinta-feira (1º), quatro novos casos de sarampo. Com as novas notificações, o estado chega a 40 registros da doença em 2026.
Segundo informações do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP), entre os novos pacientes estão três moradores da capital: dois homens, de 18 e 21 anos, e uma criança de 1 ano.
Os casos fazem parte de cadeias de transmissão que vêm sendo investigadas e acompanhadas pelas autoridades sanitárias desde junho. O termo é utilizado para identificar a sequência de transmissão do vírus entre pessoas infectadas e indivíduos que posteriormente contraem a doença.
De acordo com o acompanhamento realizado pelas equipes de vigilância municipais e estaduais, os dados indicam uma tendência de queda na circulação do vírus. Em Guarulhos e São Bernardo do Campo, os profissionais também avaliam a possibilidade de encerramento das cadeias de transmissão relacionadas aos casos identificados.
A maior parte das ocorrências está concentrada na capital paulista, que reúne 90% dos registros estaduais. Do total de 40 casos contabilizados em 2026, 36 foram identificados na cidade de São Paulo, dois em São Bernardo do Campo, um em Guarulhos e outro em Santo André.
Maioria dos casos envolve pessoas sem vacinação completa
A situação vacinal dos pacientes é uma das preocupações das autoridades de saúde. Dos 40 casos registrados neste ano, 30 foram identificados em pessoas que não tinham histórico de vacinação contra o sarampo ou que estavam com o esquema vacinal incompleto.
Vacinação é oferecida gratuitamente pelo SUS
A Secretaria de Estado da Saúde destaca que a vacinação continua sendo a principal estratégia para prevenir o sarampo. O imunizante utilizado é a tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola.
A vacina é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dos 645 municípios paulistas.
Quem deve receber a vacina contra o sarampo?
Crianças
- Aos 12 meses: primeira dose;
- Aos 15 meses: segunda dose.
De 15 meses a 29 anos
É necessário ter as duas doses registradas, respeitando o intervalo mínimo de 30 dias entre elas.
De 30 a 59 anos
É preciso ter pelo menos uma dose da vacina registrada na caderneta de vacinação.
Trabalhadores da saúde
Devem comprovar duas doses da vacina, independentemente da idade.
Dose zero para bebês
Nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, pode ser aplicada uma dose adicional, conhecida como dose zero, em crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias.
A aplicação pode ser recomendada para bebês dessa faixa etária que tenham tido contato com pessoas com suspeita ou confirmação de sarampo, após avaliação das equipes de vigilância epidemiológica.
A dose zero não substitui as vacinas previstas no calendário regular. Assim, mesmo que a criança receba o imunizante antes de completar 1 ano, deverá tomar a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses, conforme o esquema de vacinação.
Com Agência Brasil…