Witzel anuncia que vai à Justiça contra Bolsonaro

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Governador aproveitou a cerimonia em São Gonçalo para se defender das criticas feitas pelo presidente Jair Bolsonaro. Foto: Wallace Rosa
Governador aproveitou a cerimonia em São Gonçalo para se defender das criticas feitas pelo presidente Jair Bolsonaro. Foto: Wallace Rosa

O governador Wilson Witzel (PSC) vai propor uma ação penal contra o presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta quinta-feira (21), Bolsonaro voltou criticar Witzel com relação a investigação da morte da vereadora Marielle Franco (Psol).

Além disso, o presidente Bolsonaro afirmou que o governador do Rio somente conquistou a preferência do eleitor a partir da ajuda do senador Flávio Bolsonaro. As declarações ocorreram durante o lançamento do novo partido presidencial em Brasília, a Aliança pelo Brasil. Em sua defesa, Witzel promete ir à Justiça contra o presidente.

“As acusações do presidente são levianas. Vou tomar providências judiciais contra ele e iniciar uma ação penal para que ele responda por seus atos. A Polícia do nosso estado é independente. Agradeço aqueles que caminharam comigo durante as eleições, mas eu não posso manipular a Polícia para impedir investigações contra quem quer que seja. Não importa se esse caso da Marielle envolve a casa do presidente” afirmou o governador.

Witzel comentou o caso durante cerimônia da Polícia Militar em São Gonçalo. Ele defende que as investigações sobre o homicídio de Marielle permaneçam sob o Ministério Público estadual e Polícia Civil.

“O ato da federalização se aplica quando há violação de direitos humanos. Esse inquérito que foi instaurado é indevido. Pegaram uma testemunha para transformar em investigado por calúnia na Lei de Segurança Nacional, por obstrução de Justiça, por organização criminosa e falso testemunho. Falso testemunho é um crime que se apura quando o juiz já deu sentença. O próprio Ministro da Justiça [Sérgio Moro] fez afirmações também levianas de que há indício de fraude”, completou.

Segundo o governador, a investigação não pode ser de caráter pessoal. “É preciso que as coisas sejam restabelecidas. Não podemos permitir interferência federal Não podemos ser penalizados por questões pessoais”, declarou Witzel, que ainda desafiou o presidente: “Jair Bolsonaro, a Justiça espera que o senhor comprove que eu faço qualquer tipo de manipulação” desafiou Witzel.