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Política

PSL de Bolsonaro rompe com Witzel e partido passa a ser oposição

Redação | Publicado em:

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Foto: Arquivo Plantão Enfoco



O PSL, maior bancada da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), rompeu com o governo Wilson Witzel (PSC) e passa a ser oposição no plenário. Nesta segunda-feira (16) os deputados do partido do presidente Jair Bolsonaro (PSL) se reunirão para cumprir a ordem que veio Brasília, comunicada pelo senador e presidente estadual do partido, Flávio Bolsonaro.



O deputado federal Carlos Jordy (PSL) confirmou o ‘rompimento total’ e acredita que a vitória como governador subiu a cabeça de Witzel. “[Ele] foi eleito na onda Bolsonaro, tinha plena certeza disso e agora acha que ganhou a eleição sozinho. Disse que Bolsonaro não o ajudou e sim ele que ajudou o Bolsonaro”, comentou, Jordy, que analisou a situação que o governo estadual irá enfrentar a partir de agora.



“Um grave erro que prejudica a todos. Agora ele [Witzel] pode comprometer a gestão do Governo do Estado porque perdeu 12 deputados de 46 [base do governo], perdeu um quarto dos deputados que iriam ajudá-lo em várias questões importantes. E também a nível federal com o rompimento pode prejudicar a recuperação fiscal. O maior prejudicado é o cidadão do Estado”, completou.



Nesta semana Witzel deu uma entrevista que afirmava que ele foi eleito por mérito próprio, não por apoio do então candidato a presidência, Jair Bolsonaro. Além disso, ele confirmou sua pré-candidatura a presidência. Esta postura foi considerada uma grave traição e foi o motivo final para o rompimento da relação que já não era das melhores.



Em janeiro a bancada do PSL já havia ameaçado romper com o governador por conta do apoio a André Cecíliano (PT) a candidatura a presidência da casa. Após isso, a relação começou a desandar quando Witzel passou a declarar que tinha pretensão de se candidatar a presidente.



Com 70 deputados na Alerj, até o rompimento 46 faziam parte da base aliada do governo, mas perdendo os 12 do PSL, o Governo Estadual fica com apenas 34, menos da metade das cadeiras na assembleia.




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