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Segurança Pública

‘Sonho interrompido’, diz irmã de estudante morta e carbonizada

Gabriel Villa Nova | Publicado em:

Péricles Cutrim



“Ela teve o sonho interrompido. Ela queria terminar o curso de Enfermagem para concluir a sua casa própria e sustentar a família. Infelizmente, quando a pessoa está feliz, ela incomoda. Aí ele (ex-companheiro da vítima) foi e fez isso com ela”. Essa foi a declaração de Camila Stefani Salsa, irmã de Raphaela Salsa Ferreira, de 38 anos, que foi encontrada morta carbonizada na Rodovia Rio-Santos, próximo ao Km 393, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, na última semana. O corpo da estudante foi sepultado no Cemitério de Irajá, na tarde desta segunda-feira (31).

Dezenas de amigos e familiares estiveram no local para dar o último adeus à estudante. Abalados, os parentes negaram a entrada da imprensa no cemitério e não quiseram prestar depoimentos. A única que falou e deu uma rápida declaração, foi Camila Stefani Salsa, irmã da vítima.



Leia +: Ex-marido de estudante morta carbonizada é preso na Zona Oeste

Segundo Camila, o crime pegou a todos da família de surpresa. Apesar de Raphaela já ter registrado um boletim de ocorrência contra o ex-companheiro, em 2014, Camila afirma que a irmã estava vivendo uma vida normal.



Quatro dias após o corpo de Raphaela ser encontrado carbonizado, policiais civis da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) prenderam, na manhã desta terça-feira (31), Vagner Dias, o ex-companheiro da vítima, apontado como o principal suspeito de ter matado a estudante.



Ele prestou depoimento na segunda (30) e foi pedida a sua prisão. Segundo a polícia, Vagner também quebrou seu telefone celular, abandonou o aparelho e se escondeu na casa de um tio. A principal  linha de investigação sugere que ele estava persistindo em retomar o relacionamento com Raphaela, mesmo diante da recusa dela.

Após a prisão do suspeito, Camila Salsa agradeceu pela agilidade e por todo apoio que recebeu dos policiais durante a investigação.

“Gostaria de agradecer a todos os policiais e o inspetor envolvidos na investigação. Todos agiram da maneira certa e rápida. A família só não queria que ele continuasse por aí solto. Agora ele foi preso e a gente só quer paz”, desabafou a irmã.



Relembre o caso

Raphaela Salsa Ferreira, de 38 anos, foi sequestrada por criminosos na última quinta-feira (26) quando estava chegando em sua residência, na Praça Seca, na Zona Oeste do Rio. Segundo a família, a estudante de Técnica de Enfermagem tinha acabado de sair de uma aula no bairro Pechincha e estava a caminho de casa em um carro de aplicativo.

Relatos de parentes indicam que Raphaela chegou até a porta de casa no carro de aplicativo, mas foi forçada a entrar em outro veículo, provavelmente seguindo-a desde o curso de enfermagem. O corpo da estudante foi encontrado a 40 quilômetros de sua casa.

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