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São Gonçalo

Posto pirata fechado em São Gonçalo: faixas de interdição somem

Redação | Publicado em:

Péricles Cutrim



Menos de 24 depois de ser fechado por irregularidades, como bandeira falsa, venda de gasolina adulterada e “gatos” de água e energia elétrica, o posto de combustíveis pirata localizado no bairro do Colubandê, em São Gonçalo, já está sem as faixas de interdição colocadas pelas autoridades.

Nesta quarta-feira (12), o ENFOCO esteve no local e constatou atendentes informando aos motoristas que paravam para abastecer que o posto está sem energia elétrica. 



O posto funcionava com a bandeira da Texaco, mas era tudo falso. A instalação, localizada na Avenida José Mendonça de Campos, foi interditada durante a operação “Anoxia 2”, realizada pela força-tarefa do Governo do Estado, formada pela Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor, o Procon-RJ, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a Polícia Militar.



O posto pirata foi autuado por vender combustível com medição fraudulenta nas bombas e operar sem licenças ambientais e municipais.

O mecânico Ramon Pereira, de 28 anos, relatou que abasteceu no local recentemente e percebeu algumas irregularidades.

“No mesmo dia que eu abasteci, eu botei 10 litros e estava R$ 5 e pouco a gasolina. Eu paguei e, depois que cheguei em casa, fiquei sabendo que o pessoal estava enchendo o tanque aqui por R$ 50 reais. Até pensei em voltar, mas deixei para lá. Estava com uma fila enorme de carros”, disse.

Já outra motorista, que preferiu não se identificar, contou que foi ao posto na terça-feira e foi informada de que não havia combustível.

“Ontem eu vim aqui e me informaram que não tinha combustível. Aí, por incrível que pareça, meu marido foi fazer uma vistoria ali de GNV, e o atendente falou que eles estavam misturando o combustível com água. Ficamos com medo de estar com o combustível adulterado. Porque, no fim, quem paga a conta é a gente, consumidor”, relatou.



Além das irregularidades nas bombas e nos serviços de água e energia, o local operava sem autorização do Corpo de Bombeiros e captava água de poço sem licença ambiental Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

Outros motoristas descobriram somente nesta quarta (12), ao frequentar o local, que o posto funcionava clandestinamente. É o caso do técnico de radiologia Rodrigo Oliveira, de 37 anos. 

“Quando o outro posto que tinha aqui fechou, a gente imaginou que tinham dado algum vacilo. Aí, quando virou o Texaco, achamos que tinha normalizado.  Eu já abasteci aqui e nunca tive problemas”, afirmou.

A gerente do local foi levada pelos agentes da PM até a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, em Manguinhos, na Zona Norte do Rio. 

Procurados pelo ENFOCO, o Procon e a Polícia Civil ainda não responderam. A Texaco também foi questionada sobre o caso, mas também não houve resposta até o momento da publicação da reportagem. 

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