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Política

Capitão Nelson sanciona lei contra uso da linguagem neutra

Ezequiel Manhães | Publicado em:

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Volta as aulas nas Escolas Municipais do rio Marcelo Tavares Plantao Enfoco 17
Os termos ‘menine’, ‘todxs’, ‘amigues’ são exemplos da linguagem ou dialeto neutro. Foto: Marcelo Tavares



Está proibido o uso da linguagem neutra em escolas públicas e particulares de São Gonçalo. É o que define lei sancionada pelo prefeito Capitão Nelson (PL), nesta sexta-feira (17).



Pelo projeto do vereador Glauber Poubel (PSD), a violação dessa regra poderá acarretar prejuízos às instituições de ensino e aos profissionais de educação.



No caso das unidades públicas, a direção e o professor podem responder processo administrativo.



O educador pode ser afastado das funções, e, ao fim do processo, ter o contrato rescindido ou até mesmo ser exonerado, se persistir com o método.



Já as escolas privadas podem receber multa de R$ 1 mil até R$ 3 mil, em caso de descumprimento da lei.



A “linguagem neutra” seria a utilização de outras vogais/consoantes/símbolos que não identifiquem o gênero masculino/feminino nas palavras. Por exemplo, amigos ficaria “amigues” e os pronomes ele e ela, ficariam “elu”.



Também conhecido como linguagem não-binária, os termos ‘menine’, ‘todxs’, ‘amigues’ são exemplos da linguagem ou dialeto neutro.



O uso passou a ganhar mais visibilidade nos últimos anos, com o objetivo de tornar a língua mais inclusiva para pessoas transexuais, travestis, não-binárias ou intersexuais.



O texto da lei sancionada em São Gonçalo determina que o aprendizado da língua portuguesa seja feito de acordo com a norma culta, com as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs), com o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) e com a grafia fixada no tratado internacional vinculativo do Acordo Ortográfico de Língua Portuguesa.



Glauber diz que, o projeto – já aprovado em alguns outros municípios brasileiros – se mostrou necessário, nas palavras dele, ‘devido à grande interferência das ideologias sociais estarem atingindo o ambiente escolar e interferindo na formação dos estudantes brasileiros’.



“A “linguagem neutra” ou “não-binária”, como usar a palavra “amigx”, por exemplo, em vez de “amigo” ou “amiga”; e “menine”, em vez de “menino” ou “menina”, é uma pauta ideológica e se mostra não inclusiva, tendo em vista que pessoas com deficiência auditiva, visual ou disléxicos, por exemplo, teriam dificuldade de adaptação na utilização desta linguagem”, pontua Poubel.


Ezequiel Manhães

Jornalista com experiência em hard news e produção audiovisual, tendo como foco reportagens factuais, especiais e conteúdos multimídia. Atua com rapidez, comprometimento e precisão na apuração, tendo como destaques coberturas de temas como política, economia, cidades, segurança pública e comportamento. LinkedIn: @ezequiel-manhães-b073921b3

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