O WhatsApp anunciou nesta semana que em breve lançará um recurso que permitirá aos pais e responsáveis gerenciar as contas de crianças e adolescentes menores de 13 anos.
De acordo com a Meta, empresa responsável pelo aplicativo, a ferramenta permitirá que os responsáveis controlem quem pode enviar mensagens para a conta da criança e em quais grupos ela poderá participar. Além disso, será possível avaliar solicitações de contato de números desconhecidos e ajustar as configurações de privacidade da conta.
A empresa garantiu que as conversas continuarão protegidas com criptografia de ponta a ponta, garantindo que nem os pais nem a própria plataforma terão acesso ao conteúdo das mensagens.
“O controle parental e as configurações são controlados por um PIN dos pais no dispositivo gerenciado. Apenas pais, mães ou responsáveis podem acessar e modificar as configurações de privacidade, o que permite personalizar a experiência de acordo com as preferências da família”, disse a Meta, em comunicado.
O WhatsApp informou que o recurso será disponibilizado de forma gradual e pode não estar acessível em todas as regiões inicialmente. A criação da conta para menores deverá ser feita por um responsável com 18 anos ou mais, e será necessário ter a versão mais recente do aplicativo para iPhone ou Android. Para configurar a conta, os celulares do responsável e da criança precisam estar próximos, e o passo a passo está disponível no link fornecido pela plataforma.
Segurança digital para crianças e adolescentes
O acesso de crianças e adolescentes a redes sociais, aplicativos de mensagens e jogos online tem gerado preocupação global. Na Austrália, uma lei proibiu o uso de redes sociais por menores de 16 anos, enquanto países como França e Portugal já implementaram medidas similares, e discussões ocorrem em outros países europeus.
No Brasil, uma consulta pública do governo federal recomendou regras mais rígidas para verificar a idade de usuários em sites e aplicativos.
ECA Digital e novas normas
Recentemente, o país proibiu o uso de celulares em escolas públicas e privadas nos ensinos fundamental e médio. Além disso, está em processo de implementação a Lei do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (Lei 15.211/2025), que entra em vigor em 18 de março.
A nova legislação exige que plataformas digitais adotem medidas para proteger crianças e adolescentes de conteúdos ilegais ou impróprios, incluindo exploração sexual, violência, assédio, jogos de azar e práticas publicitárias enganosas. Também estabelece regras para supervisão de pais e responsáveis e mecanismos mais confiáveis para verificar a idade dos usuários, que atualmente dependem basicamente da autodeclaração.
Com Agência Brasil…