O deputado federal cassado, Eduardo Bolsonaro (PL), afirmou, nesta quinta-feira (2), que vai apoiar uma intervenção do Governo dos Estados Unidos nas eleições presidenciais do Brasil, caso o presidente Lula (PT) seja reeleito.
A entrevista foi concedida pelo ex-deputado ao jornalista Paulo Capelli. Em fala, Eduardo declarou que aliados do governo Donald Trump já não aceitaram o resultado das últimas eleições, em 2022, quando Lula derrotou Jair Bolsonaro por pouco mais de 1 ponto de diferença.
Nesse sentido, Eduardo e apoiadores americanos entenderiam que, caso Lula seja reeleito, haverá motivos suficientes para considerar uma “lisura” nas eleições brasileiras.
“Pode ser que a gente esteja diante de, pela primeira vez na história, de não ter uma eleição brasileira. Se seguir nessa linha favorável ao Lula e ao PT, talvez os Estados Unidos não reconheçam o resultado“, declarou Eduardo Bolsonaro, em entrevista.
Além disso, o filho de Jair Bolsonaro também afirmou que a Lei Magnitsky pode voltar a vigor, citando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a esposa, deixando claro que a lei pode atingir outras pessoas do Brasil, e até evoluir para um cancelamento de vistos.
Eduardo Bolsonaro, cassado e exilado
Exilado nos Estados Unidos há pouco mais de 1 ano, desde fevereiro de 2025, Eduardo Bolsonaro é investigado pela Polícia Federal de coagir no processo de julgamento de Jair Bolsonaro e outros sete réus, no que foi entendido como o núcleo central da chamada ‘Trama Golpista’.
Após condenar o ex-presidente e os demais réus, o STF agora tenta julgar Eduardo por obstrução na investigação de organização criminosa e conspiração com o exterior na tentativa de abolir violentamente o Estado de Direito do Brasil.