A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o carregador da tornozeleira eletrônica usada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro foi substituído na madrugada do último domingo (29). O equipamento é obrigatório durante o cumprimento da prisão domiciliar, que exige monitoramento contínuo.
Segundo os dados enviados ao STF, a troca ocorreu entre 0h34 e 1h03. A corporação, responsável pela vigilância da residência do ex-presidente, não detalhou o motivo da substituição do carregador.
A responsável pela troca foi a policial penal Rita de Cassia Gaio. A servidora já havia sido mencionada anteriormente em um episódio envolvendo o ex-presidente, após ele tentar danificar a tornozeleira com um ferro de solda.
O monitoramento faz parte das condições impostas a Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar por 90 dias e deve manter o dispositivo carregado ininterruptamente.
Com base nas informações encaminhadas, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, poderá solicitar esclarecimentos adicionais sobre o que motivou a troca do carregador.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo que apurou a chamada trama golpista e, atualmente, cumpre a pena em regime domiciliar, sob monitoramento eletrônico.