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Segurança Pública

Carro crivado com 23 tiros: MPRJ entra no caso da morte na Pavuna

Redação | Publicado em:

Daniel Patrício Santos de Oliveira, de 29 anos. Foto: Reprodução

Depois da repercussão da morte do empresário Daniel Patrício Santos de Oliveira, de 29 anos, o caso ganhou um novo desdobramento: o Ministério Público do Rio passou a acompanhar oficialmente as investigações. Daniel foi morto após o carro em que estava ser atingido por cerca de 23 tiros durante uma abordagem policial na Pavuna, Zona Norte do Rio, na madrugada do último dia 21.

O monitoramento é feito pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP/MPRJ), que atua em casos com mortes envolvendo agentes do Estado. A comunicação seguiu o protocolo da chamada “ADPF das Favelas”, que determina o acompanhamento desse tipo de ocorrência.

Segundo testemunhas, Daniel estava com dois amigos quando policiais militares atiraram contra o veículo. Ainda de acordo com relatos, o empresário teria piscado os faróis na tentativa de sinalizar que não representava perigo, mas os disparos não pararam. Ele não resistiu.

As circunstâncias da ação ainda são investigadas. A Corregedoria da Polícia Militar e a Delegacia de Homicídios da Capital apuram se houve falhas nos procedimentos e se a força utilizada foi excessiva, além de identificar a responsabilidade de todos os envolvidos.

Dois policiais foram presos em flagrante: o sargento Rafael Assunção Marinho e o cabo Rodrigo da Silva Alves. Eles respondem por homicídio doloso, quando há intenção de matar. Após audiência de custódia, a Justiça manteve a prisão dos agentes.

O caso também mobilizou a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Alerj, que atendeu a viúva de Daniel, Karina Paes. O colegiado vai solicitar esclarecimentos sobre a ação, incluindo informações sobre o uso de câmeras corporais pelos policiais.

Para a presidente da comissão, deputada Dani Monteiro, há indícios preocupantes.
violações.

“Há indícios graves de uso desproporcional da força e quebra de protocolos, em um contexto que já vitimou outras pessoas, como a médica Andrea Marins, no mês passado. Mais uma vez falamos que isso não é episódio isolado”.

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