Imagens de uma câmera registraram o momento em que criminosos furtaram um carro modelo Logan, branco, no bairro Mutuá, em São Gonçalo, na madrugada desta quarta-feira (29).
A ação foi rápida e durou menos de dois minutos. Nas imagens, é possível ver que os bandidos chegam ao local em um carro do mesmo modelo e cor. O veículo para ao lado do automóvel que está estacionado na via. Um dos criminosos desembarca. Agachado, ele se aproxima da porta do carro que será furtado e, em segundos, consegue abrir e entrar no veículo. Os bandidos fogem com o carro.
Na mesma madrugada, o professor de história Tiago Nogueira, de 36 anos, levou um susto ao perceber que seu carro, do mesmo modelo e cor, havia sido furtado na Rua Mário Martins, no bairro Galo Branco, em São Gonçalo.
Segundo o profissional, ele sempre teve o costume de estacionar o veículo no local e suspeita que o carro utilizado pelos criminosos no furto do Mutuá possa ser o seu.
“Desci para pegar o carro e ir para o trabalho, mas ele não estava mais lá. Quando fui registrar o caso na 74ª DP (Alcântara), encontrei o proprietário do carro furtado no Mutuá. No vídeo que ele mostrou, o carro dele aparece sendo alvo dos criminosos, e o que chamou nossa atenção foi que eles estavam em um veículo do mesmo modelo. Suspeito que esse carro possa ser o meu”, contou.
Ainda segundo Tiago, essa foi a primeira vez que o fato aconteceu na região. Apesar disso, ele afirmou que não há policiamento na localidade.
“Essa foi a primeira vez que isso aconteceu aqui. Não há policiamento”, disse.
Tiago também informou que seu carro, de placa PZT4D50, tem seguro.
Segundo a Polícia Civil, na maioria dos furtos de veículos, os criminosos utilizam um aparelho scanner capaz de ligar o automóvel.
NA MIRA DA POLÍCIA
Um grupo especializado em furtos de carros em São Gonçalo já está na mira dos agentes da 74ª DP. Em julho do ano passado, investigadores localizaram um imóvel abandonado na Travessa Oliveira, no Barro Vermelho, onde recuperaram quatro veículos furtados que estavam escondidos no local.
De acordo com a polícia, os carros estavam em poder de uma quadrilha especializada. Além dos veículos, foram encontradas diversas placas, módulos eletrônicos, chaves e outros componentes automotivos, indicando que o imóvel funcionava como uma oficina clandestina para desmanche e adulteração.
Outro fato que chamou a atenção dos investigadores foi a qualidade dos aparelhos usados pelos criminosos.