A Justiça do Rio de Janeiro agendou para a tarde desta segunda-feira (11) a audiência de instrução e julgamento do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam. O artista responde na Justiça por tentativa de homicídio contra policiais civis. O artista está foragido da Justiça desde fevereiro e não compareceu ao ato processual, que originalmente estava previsto para março.
O cantor é acusado de duas tentativas de homicídio qualificado relacionadas a um caso ocorrido em julho do ano passado. Na ocasião, agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) cumpriam um mandado de busca e apreensão contra um adolescente investigado por tráfico de drogas, que estaria na residência do rapper, no Joá, Zona Oeste do Rio.
De acordo com o Ministério Público, Oruam e outras pessoas teriam lançado pedras contra os policiais durante a ação, colocando em risco a vida dos agentes. Além disso, ele também responde por crimes como resistência, desacato, ameaça e dano qualificado. A audiência desta segunda marca o início da fase de instrução no Tribunal do Júri.
A Justiça considera o artista foragido após a revogação de um habeas corpus e o restabelecimento da prisão preventiva. A decisão ocorreu depois do suposto descumprimento de medidas cautelares impostas anteriormente, incluindo regras relacionadas ao uso de tornozeleira eletrônica.
O rapper também é investigado em outro inquérito. No fim de abril, ele passou a integrar a lista de procurados em uma operação da Polícia Civil voltada ao combate à lavagem de dinheiro ligada ao Comando Vermelho.
Mãe e irmão procurados
Na mesma operação, também foram alvos da DRE a mãe do cantor, a empresária Márcia Gama, e o irmão dele, Lucas Santos Nepomuceno. Márcia já havia sido alvo de um mandado de prisão em março, durante a Operação Contenção Red Legacy, mas não foi localizada na época.
Em abril, a Justiça concedeu habeas corpus à mãe do rapper, que deixou de constar na lista de procurados. Apesar disso, segundo as investigações, todos seguem foragidos.