O vazamento de documentos e conversas privadas sobre o filme ‘Dark Horse‘, longa focado no ex-presidente Jair Bolsonaro, revelam que o filho, Eduardo Bolsonaro, assinou um contrato como produtor-executivo da produção cinematográfica. As informações foram vinculadas em uma matéria da Intercept Brasil, na tarde desta sexta-feira (15).
O documento contratual é de novembro de 2023, onde Eduardo, deputado federal pelo PL com mandato cassado, assina na produção-executiva do filme, ao lado do deputado federal Mario Frias (PL). Juntos, ambos obtiveram controle direto na gestão financeira do longa, produzida pela GoUp Entertainment, empresa com sede nos Estados Unidos.
Além do documento contratual do filme obtido pelo Intercept, também foram divulgada uma conversa entre Eduardo e o empresário Thiago Miranda, que teria feito a ponte entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e a família Bolsonaro para produzir o ‘Dark Horse’. Thiago Miranda é investigado pela Polícia Federal (PF) pelos desenrolares do caso Master.
Na conversa, o deputado cassado sugere que a gestão do dinheiro para a produção do filme seja feita nos Estados Unidos, país onde mora há pouco mais de 1 ano.

Mentiras e desmentiras de Flávio
A revelação, que colocou a família Bolsonaro na defensiva, foi feita nesta quarta-feira (13), pelo Intercept Brasil. A repercussão foi imediata à publicação do veículo de notícias.
Um áudio, enviado por Flávio Bolsonaro (PL), senador e candidato às eleições presidenciais deste ano, para Daniel Vorcaro, banqueiro investigado pelo escândalo do Master, mostra o filho do ex-presidente da república cobrando o pagamento das parcelas para a produção do filme.
Na manhã de quarta-feira (13), Flávio havia negado qualquer envolvimento de Vorcaro com a produção do longa, atribuindo inclusive, em oportunidades anteriores, que a ligação do empresário se limitava à oposição política.
Posteriormente à matéria do Intercept ser publicada, o senador se pronunciou nas redes sociais e concedeu entrevistas, onde admitiu que Daniel Vorcaro financiou o filme, mas que, até aquele momento de produção — por volta de 2025, as investigações da PF ainda não haviam cercado o Banco Master.
Contradição de Eduardo
Com postura semelhante, Eduardo Bolsonaro negou nas redes sociais, nesta quinta-feira (14), qualquer envolvimento financeiro com o filme, alegando que não poderia participar da produção, já que está exilado nos Estados Unidos.
Na tarde desta sexta-feira (15), o deputado cassado se pronunciou novamente, afirmando que teve um “papel pequeno” no início de produção do longa ‘Dark Horse’, mas que posteriormente deixou o projeto.