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Rio fica fora do top 10 em ranking de qualidade de vida; Curitiba lidera entre capitais brasileiras

Redação | Publicado em:

Rio fica fora do top 10 de qualidade de vida entre capitais, aponta IPS Brasil 2026

O Rio de Janeiro ficou fora da lista das dez capitais brasileiras com melhor qualidade de vida no país, segundo o Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgado nesta semana. A capital fluminense aparece na 11ª colocação do ranking nacional, com 67 pontos, atrás de cidades como Curitiba, Brasília, São Paulo e até João Pessoa e Cuiabá.

O resultado reforça um cenário de perda relativa da capital do estado em indicadores ligados a segurança, saúde, inclusão social, moradia e acesso a oportunidades, critérios utilizados pelo estudo para medir as condições de vida da população para além de indicadores econômicos tradicionais, como Produto Interno Bruto (PIB) e renda.

Curitiba lidera o ranking entre as capitais brasileiras, com nota 71,29. Na sequência aparecem Brasília (70,73), São Paulo (70,64), Campo Grande (69,77) e Belo Horizonte (69,66). Goiânia, Palmas, Florianópolis, João Pessoa e Cuiabá completam as dez primeiras posições.

Apesar de ocupar uma colocação intermediária no cenário nacional, o Rio ficou atrás de capitais que tradicionalmente apresentam menor peso econômico ou populacional. O levantamento indica que os maiores gargalos brasileiros continuam concentrados nos indicadores de oportunidades, sobretudo em inclusão social, direitos individuais e acesso ao ensino superior.

O IPS Brasil é elaborado com base em 57 indicadores públicos e avalia os 5.570 municípios brasileiros. O índice considera três grandes dimensões: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades. Entre os dados analisados estão violência, saneamento, habitação, educação, saúde, conectividade e preservação ambiental.

Os resultados nacionais mostram concentração dos melhores desempenhos nas regiões Sul e Sudeste. Entre os estados, o Distrito Federal lidera o ranking, seguido por São Paulo e Santa Catarina. Nas últimas posições aparecem Acre, Maranhão e Pará.

O levantamento também evidencia diferenças regionais persistentes. Enquanto o Sul e o Sudeste concentram indicadores mais altos de infraestrutura e acesso a serviços, a Amazônia Legal continua registrando alguns dos piores resultados do país, especialmente em municípios marcados por isolamento geográfico, dificuldades de acesso a serviços públicos e impactos ambientais.

Curitiba
Curitiba lidera ranking de qualidade de vida — Foto: Divulgação / Botanical Garden

Interior paulista domina

O ranking municipal apresentou desigualdades ainda mais acentuadas do que as verificadas entre as capitais. Entre as 20 cidades mais bem colocadas do país, predominam municípios do interior paulista, além de cidades do Paraná, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, liderou o ranking nacional pelo terceiro ano consecutivo, com nota 73,10. Em seguida aparecem Jundiaí, Osvaldo Cruz, Pompeia e Curitiba.

Na outra ponta, os menores índices ficaram concentrados em municípios da Amazônia Legal. Uiramutã, em Roraima, teve a pior pontuação do país. Jacareacanga, no Pará, Alto Alegre, também em Roraima, e Portel, no Pará, aparecem entre os municípios com pior desempenho nacional.

O estudo aponta ainda que o Brasil alcançou média nacional de 63,40 pontos no IPS 2026. O melhor desempenho do país foi registrado na dimensão de necessidades humanas básicas, enquanto os indicadores ligados a oportunidades seguem como os mais frágeis.

Segundo o levantamento, desafios ambientais permanecem concentrados na Amazônia Legal, sobretudo em áreas afetadas por desmatamento acumulado e emissão de gases de efeito estufa. Já nas regiões Sul e Sudeste, os indicadores de saúde e bem-estar refletem problemas relacionados a doenças crônicas, obesidade e suicídio.

Ranking das capitais no IPS Brasil 2026

1 – Curitiba (PR) — 71,29
2 – Brasília (DF) — 70,73
3 – São Paulo (SP) — 70,64
4 – Campo Grande (MS) — 69,77
5 – Belo Horizonte (MG) — 69,66
6 – Goiânia (GO) — 69,47
7 – Palmas (TO) — 68,91
8 – Florianópolis (SC) — 68,73
9 – João Pessoa (PB) — 67,73
10 – Cuiabá (MT) — 67,22
11 – Rio de Janeiro (RJ) — 67,00
12 – Porto Alegre (RS) — 66,94
13 – Natal (RN) — 66,82
14 – Aracaju (SE) — 66,35
15 – Vitória (ES) — 66,02
16 – Teresina (PI) — 66,02
17 – São Luís (MA) — 65,64
18 – Fortaleza (CE) — 65,15
19 – Boa Vista (RR) — 64,49
20 – Manaus (AM) — 63,91
21 – Belém (PA) — 63,90
22 – Rio Branco (AC) — 63,44
23 – Recife (PE) — 63,22
24 – Salvador (BA) — 62,18
25 – Maceió (AL) — 61,96
26 – Macapá (AP) — 59,65
27 – Porto Velho (RO) — 58,59

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