Alunos da Rede Municipal de Educação de Niterói foram condecorados nesta sexta-feira (29) durante a cerimônia de premiação da 20ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). O desempenho do grupo consolida o posicionamento dos estudantes locais no cenário educacional. Segundo a prefeitura, o principal destaque da delegação foi a estudante Geovana Bandeira, matriculada na Escola Municipal Rachide da Glória Salim Saker, que assegurou medalhas de prata tanto na categoria estadual quanto na nacional.
A administração municipal credita o bom desempenho à série de investimentos estruturais realizados na qualidade do ecossistema de ensino público. Além do destaque de prata, a rede conquistou medalhas de bronze em âmbito estadual com os alunos Rafael da Silva, representante da Escola Municipal Altivo César, e José Luiz, estudante da Escola Municipal Maestro Heitor Villa-Lobos.
Olimpíadas de Matemática
Organizada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), a OBMEP conta com o aporte financeiro do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), sendo classificada como a maior olimpíada científica em território nacional. O programa tem como diretrizes institucionais o estímulo ao estudo da Matemática, o mapeamento de jovens talentos e o fomento ao interesse discente pelas áreas de ciência e tecnologia.
A solenidade também estendeu homenagens ao corpo docente que atua no suporte pedagógico da rede. O professor Francisco de Albuquerque, que leciona na Escola Municipal Maestro Heitor Villa-Lobos, recebeu uma condecoração oficial em reconhecimento ao seu trabalho contínuo de engajamento e incentivo para a participação de jovens em competições científicas.
De acordo com as diretrizes da administração local, a manutenção e o fortalecimento desses índices de aprovação estão diretamente associados à execução de programas pedagógicos focados na inovação das metodologias de ensino e no monitoramento contínuo do aprendizado em sala de aula.
O secretário municipal de Educação, Bira Marques, detalhou o conjunto de ações governamentais que fundamentam o aproveitamento acadêmico dos estudantes.
“É motivo de muito orgulho ver nossos estudantes sendo reconhecidos em uma olimpíada tão importante como a OBMEP. Essas medalhas representam talento, dedicação e os esforços que a rede vem realizando para fortalecer o ensino da Matemática. Programas como a Jornada do Conhecimento, voltada ao acompanhamento pedagógico contínuo, monitoramento de indicadores e ações de nivelamento, além do Aula na Aula e Conexões Matemáticas, que integra Língua Portuguesa e Matemática para tornar a aprendizagem mais significativa, fazem parte desse processo”, detalhou o secretário.
Professor exemplo
O impacto positivo gerado pelo envolvimento do corpo docente no ambiente escolar foi ratificado pelo professor homenageado, Francisco de Albuquerque.
“É gratificante, porque, na verdade, quando as crianças percebem que um professor da escola está envolvido nesses projetos olímpicos, vejo que isso é um incentivador para essas crianças”, afirmou.
Para o grupo de estudantes premiados, o êxito na competição nacional funciona como um facilitador de acesso para novas etapas da trajetória acadêmica. Rafael da Silva, de 15 anos, medalhista de bronze pela Escola Municipal Altivo César, avaliou o ganho de experiência obtido no processo. “Essas olimpíadas ajudam a gente a melhorar, abrem oportunidades, como cursos preparatórios, e é incrível poder estar tendo essa experiência”, contou.
O estudante José Luiz, da Escola Municipal Maestro Heitor Villa-Lobos, que já havia conquistado uma medalha na edição de 2024 e repetiu o pódio na edição atual, ressaltou o valor do empenho nos estudos. “Me sinto muito feliz porque me esforcei ao máximo”, disse.
A trajetória de Geovana Bandeira, de 13 anos, detentora de duas medalhas de prata, ilustra a expansão da representatividade feminina nas áreas de ciências exatas e tecnologia. A aluna atua como bolsista do Programa Mais Ciência na Escola através do projeto “Meninas na Ciência e Matemática”, gerido em cooperação com o MCTI e com a Universidade Federal Fluminense (UFF).
“A gente se junta semanalmente para aprender conteúdos de Matemática e Ciências e estava focando mais nas provas antigas da OBMEP para reforçar o conhecimento. E foi por meio disso que a gente conseguiu ganhar a medalha”, relatou a jovem.