O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou um novo parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o desfecho das investigações envolvendo a arma de fogo que o ex-presidente Jair Bolsonaro mantinha, em segredo, dentro de casa durante a prisão domiciliar.
Moraes deu a PGR e à Defesa de Bolsonaro um prazo de 48 horas para de manifestarem sobre a questão. Na última quarta-feira (24), o ministro identificou o caso como ‘falta grave‘ e solicitou um parecer do chefe da procuradoria, Paulo Gonet. Por sua vez, Gonet afirmou que as investigações ainda eram iniciais e que, por isso, não era possível classificar as punições que o ex-presidente deveria sofrer.
O pressionamento do magistrado acontece horas após a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) concluir que Jair Bolsonaro não cometeu infração penal ao manter a arma de fogo dentro da residência, onde está cumprindo prisão domiciliar temporária por razões médicas. No mesmo relatório, os policiais indiciaram o segurança de Jair.
Preso e armado
A arma foi encontrada na noite do dia 15 de junho, quando um servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) de Jair Bolsonaro foi abordado em uma blitz de rotina, em Brasília. Ao acharem a pistola no interior do carro, os policiais questionaram o servidor, que declarou que a arma de fogo pertencia ao ex-presidente.
A pistola, uma glock de 9 mm, foi atribuída pelo motorista como posse de Jair Bolsonaro. Na delegacia, ele explicou que a arma não funcionava e estava prevista para devolução no dia seguinte da abordagem. Em depoimento, Bolsonaro confirmou que a arma pertencia a ele e justificou a posse por “ter três mulheres em casa”.
Via EBC