Profissionais que atuavam no Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT) e na UPA Colubandê, em São Gonçalo, e no Hospital Estadual João Baptista Cáffaro (HEJBC), em Manilha, distrito de Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, denunciaram que seguem sem receber salários e verbas rescisórias após a saída da Organização Social (OS) Ideas da administração das unidades. Segundo os relatos, os pagamentos deveriam ter sido feitos até o último dia 10, mas, até o momento, não foram depositados.
A denúncia aponta que o problema não afeta apenas trabalhadores desligados. Profissionais afastados por diferentes motivos, como licença médica e maternidade e outras situações previstas em lei, também afirmam estar com salários em atraso.
“Estamos sem salário e sem as verbas rescisórias. Muita gente está desesperada porque tem contas para pagar e não recebeu nada. Também tem colegas afastados que também não receberam. É uma situação difícil”, relatou uma funcionária, que pediu para não ser identificada por medo de represálias.
Procurada, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) informou que, desde o dia 26 de junho, a gestão do Complexo Estadual de Saúde, formado pelo HEAT, HEJBC e UPA Colubandê, passou a ser da Fundação Saúde, ‘sem prejuízo no atendimento à população’.
Segundo a pasta, a rescisão do contrato com a OS Ideas ocorreu após a constatação de problemas contratuais envolvendo a organização. A secretaria destacou ainda que a substituição das Organizações Sociais segue o previsto na Lei Estadual nº 8.986/2020, que determina a adoção de novos modelos de gestão, como a Fundação Saúde.
A SES-RJ informou também que existe uma sindicância em andamento envolvendo o Instituto Ideas e afirmou que já adotou todas as medidas administrativas e legais para garantir que as obrigações trabalhistas da antiga gestora sejam cumpridas, conforme previsto em contrato.
Enquanto aguardam uma solução, trabalhadores afirmam viver um cenário de incerteza e cobram o pagamento imediato dos valores devidos. Muitos dizem que dependem dos salários e das verbas rescisórias para quitar despesas básicas e manter o sustento de suas famílias.
“Estamos precisando de ajuda. Não recebemos o nosso pagamento do mês e nem as verbas rescisórias que eram previstas para serem pagas dia 10”, reforçou outra profissional, que também optou pelo anonimato.