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Rio reúne quase um terço dos casos de exercício ilegal da medicina no Brasil

Redação | Publicado em: - Atualizado 3 meses atrás

Rio tem quase 1 mil denúncias de exercício ilegal da medicina em 11 anos
Dados mostram que estado concentra quase um terço dos casos no país - Foto: Divulgação / Prefeitura do Rio

O Rio de Janeiro registrou 937 ocorrências policiais de exercício ilegal da medicina entre 2012 e 2023 e lidera esse tipo de ocorrência no país. O número representa quase um terço dos casos contabilizados nacionalmente e acendeu um alerta entre especialistas, que cobram maior fiscalização e reforçam a importância de denunciar práticas irregulares para evitar novos pacientes vítimas de procedimentos clandestinos.

Os dados foram apresentados pela regional fluminense da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP-RJ) durante a 45ª Jornada Carioca de Cirurgia Plástica. Segundo a entidade, os registros do Conselho Federal de Medicina (CFM) ainda podem estar abaixo da realidade, já que muitos casos deixam de ser comunicados às autoridades por medo, vergonha ou falta de conhecimento sobre os canais de denúncia.

De acordo com a SBCP-RJ, parte dos casos envolve procedimentos estéticos invasivos realizados por pessoas sem formação médica ou autorização legal para exercer a profissão. A entidade afirma que essa prática coloca pacientes em risco e pode provocar complicações graves.

Em nota, a sociedade destacou que intervenções invasivas exigem avaliação clínica, indicação adequada, conhecimento da anatomia, domínio das técnicas, planejamento anestésico e preparo para identificar e tratar possíveis complicações durante o atendimento.

“Quando realizados por pessoas sem formação médica e sem habilitação profissional, aumentam significativamente os riscos de infecções, deformidades permanentes, perda funcional e morte”, informou a entidade.

A SBCP-RJ também ressalta que esses procedimentos devem ser feitos apenas em ambientes preparados para reduzir o risco de infecções, garantir assistência ao paciente e oferecer equipamentos de suporte à vida em caso de emergência. Segundo a instituição, consultórios e clínicas de estética não dispõem da estrutura necessária para esse tipo de atendimento.

Como forma de prevenção, a sociedade orienta a população a verificar se o profissional é médico e possui qualificação para realizar procedimentos invasivos. A recomendação é consultar os registros nos conselhos de medicina e na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica antes de contratar qualquer serviço.

A entidade também fez um apelo aos médicos para que comuniquem ao Conselho Federal de Medicina, por meio da Plataforma Medicina Segura, os casos em que atenderem pacientes vítimas de procedimentos realizados de forma irregular. Segundo a SBCP-RJ, ampliar as denúncias é fundamental para combater o exercício ilegal da medicina e reduzir os danos à população.

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