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Segurança Pública

Ex-namorado que matou estudante da UFF é condenado a 24 anos de prisão

Redação | Publicado em: - Atualizado 2 meses atrás

Ex-namorado que matou estudante da UFF é condenado a 24 anos de prisão
Bárbara Vergetti foi encontrada asfixiada em um imóvel no Cachambi - Foto: Redes Sociais

O ex-namorado da estudante da Universidade Federal Fluminense (UFF) Bárbara Vergetti Martins de Souza, de 34 anos, foi condenado a 24 anos de prisão nesta quinta-feira (20), no Rio. O Conselho de Sentença do II Tribunal do Júri da Capital considerou o réu culpado por homicídio duplamente qualificado. A pena será cumprida inicialmente em regime fechado.

Além da prisão, o condenado terá que pagar R$ 30 mil aos familiares de Bárbara, com quem mantinha um relacionamento, por danos morais. O julgamento foi presidido pelo juiz Renan de Freitas Ongaratto.

O crime aconteceu na madrugada de 30 de outubro de 2024, por volta de 0h30, dentro da residência do acusado, no Cachambi, na Zona Norte. Segundo a denúncia, Bárbara foi agredida e estrangulada após um desentendimento. Para conter a vítima, o homem teria utilizado um simulacro de arma de fogo, um fio e um pano. Bárbara morreu por asfixia provocada por esganadura.

Na definição da pena, os jurados reconheceram que o assassinato foi cometido por motivo torpe, relacionado à discussão financeira, e por meio cruel. A forma como a vítima foi morta contribuiu para o aumento da condenação.

Mulher trans, Bárbara era formada em Ciências Sociais pela UFF e atuava na defesa dos direitos da população trans. Durante a graduação, participou da luta pelo reconhecimento e uso do nome social de estudantes trans. Ela também estava em processo seletivo para o mestrado em Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP).

O caso começou a ser investigado depois que Bárbara desapareceu. Ela havia saído de casa, em Copacabana, para encontrar o acusado, com quem mantinha um relacionamento. O corpo foi localizado no imóvel do homem durante as buscas realizadas pela Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA).

O acusado foi preso durante as investigações e confessou o crime à polícia. A perícia apontou a asfixia por esganadura como causa da morte.

Ao longo do processo, o caso passou a ser tratado pela acusação também no contexto da identidade de gênero da vítima, que era uma mulher trans.

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