O líder do Comando Vermelho na Bahia, conhecido como “Nino Braw” ou “Nino”, foi preso nesta sexta-feira (4) na Serra das Araras, no Sul do Rio. Ele foi localizado em um carro de luxo enquanto deixava o estado em direção a São Paulo. Segundo as investigações, o criminoso coordenava, à distância, ataques contra integrantes e territórios de uma facção rival na Bahia.
Segundo as investigações, Nino integrava o Bonde do Maluco (BDM), facção que atua na Bahia, mas teria rompido com o grupo e migrado para o Comando Vermelho. Escondido no Rio de Janeiro, ele teria passado a exercer uma posição de liderança dentro da organização criminosa.
Ainda de acordo com a apuração, mesmo estando fora da Bahia, Nino comandava ações contra integrantes e áreas dominadas pelo antigo grupo. As ordens, segundo a polícia, eram transmitidas à distância a partir do Rio.
A prisão foi realizada por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Civil da Bahia. Havia contra o suspeito um mandado de prisão expedido pela Justiça de Salvador.
Esconderijo descoberto
A localização do suspeito foi possível após informações levantadas pela Polícia Civil da Bahia indicarem que ele estaria escondido no Rio de Janeiro. Os dados foram compartilhados com os investigadores fluminenses, que passaram a monitorar o deslocamento do criminoso.
Com a informação sobre o veículo utilizado por Nino, equipes da Draco e da PRF montaram uma ação para interceptá-lo na Serra das Araras. A abordagem ocorreu antes que ele conseguisse deixar o estado.
Para as forças de segurança, o caso reforça a importância da troca de informações entre polícias de diferentes estados no combate às facções. Segundo a Polícia Civil do Rio, criminosos que ocupam posições de comando podem tentar se esconder longe das regiões onde atuam para dificultar sua localização.
A instituição informou ainda que mantém ações para identificar e prender integrantes de organizações criminosas de outros estados que utilizem o território fluminense como esconderijo. Mais de 100 integrantes de facções e lideranças criminosas de outros estados já foram presos pela Polícia Civil do Rio neste ano, segundo a corporação.