O bicheiro Rogério de Andrade será levado a júri popular pela acusação de ser o mandante da morte de Fernando de Miranda Iggnacio, assassinado a tiros de fuzil em novembro de 2020, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio.
Além de Rogério, a Justiça também decidiu levar a julgamento Gilmar Eneas Lisboa, acusado de acompanhar e monitorar a rotina de Fernando antes do crime. Os dois continuam presos preventivamente.
Segundo o Ministério Público do Rio (MPRJ), o assassinato teria sido motivado pela disputa entre Rogério e Fernando pelo controle de pontos de exploração de jogos de azar.
A investigação aponta que Rogério teria determinado a Márcio Araújo de Souza, apontado como integrante de sua organização criminosa, que organizasse a execução.
Fernando foi morto logo após desembarcar de um helicóptero no heliporto da HeliRio. De acordo com a denúncia, os criminosos ficaram escondidos em um terreno próximo ao estacionamento por cerca de quatro horas, esperando a chegada da vítima.
Nova investigação
Rogério já havia sido denunciado pelo MPRJ pelo mesmo assassinato em 2021. No ano seguinte, porém, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou aquela ação por considerar que as provas apresentadas na época eram frágeis.
O Ministério Público abriu uma nova investigação e reuniu outras provas sobre o caso. Foi nesse trabalho que Gilmar teria sido identificado como outro participante do crime.
A nova denúncia foi aceita pela Justiça em outubro de 2024. Em junho de 2026, o STF rejeitou um pedido da defesa de Rogério para interromper novamente o processo e considerou que havia novas provas no caso.
Justiça mantém decisão
A decisão que manda Rogério e Gilmar a júri popular foi tomada em 18 de agosto. A Justiça entendeu que existem indícios suficientes de participação dos dois no assassinato e rejeitou os argumentos das defesas contra as provas digitais apresentadas no processo.
As defesas recorreram, mas a Justiça manteve a decisão de levar os dois ao Tribunal do Júri.