As campanhas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do presidente Lula (PT) chegaram a um acordo, na manhã desta quinta-feira (22), para quebrar os sigilos brancários e telefônicos de ambos os candidatos à presidência do Brasil. Nesta tarde, representantes dos dois partidos teriam se encontrado na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para assinar um documento que formaliza a transparência. A informação foi apurada e divulgada pela CNN.
O documento foi assinado digitalmente por Lula e Maria Claudia Bucchianeri, que representou Flávio Bolsonaro. A responsabilidade pelo documento será do ministro André Mendonça, que ficará a cargo de requisitar dados ao Banco Central, às instituições financeiras mencionadas na petição, à Receita Federal e às operadoras telefônicas.
Mas para que o sigilo dos candidatos sejam divulgados, as campanhas acordaram que o restante das procurações pendentes sejam disponibilizadas ao TSE até as 23h59 desta quinta-feira. Uma das pendências está relacionada a empresa Alcazaz Holding, que pertence ao advogado Willer Thomaz, amigo de Flávio.
Segundo inquérito aberto pela Polícia Federal (PF), Flávio Bolsonaro é suspeito de lavar dinheiro na empresa ligada ao advogado.
Caso a campanha do senador entregue a procuração pendente, ficou acordado que os dados de Flávio e Lula serão divulgados, de forma simultânea, em um site aberto para o público.
O desafio da quebra de sigilo
A sugestão de quebra de sigilo teve origem em uma provocação do presidente Lula durante o debate com Flávio Bolsonaro na Band, no último domingo (18). No dia seguinte, segunda-feira (19), o petista apareceu com um documento em mãos e declarou que formularia a quebra do sigilo no TSE, caso o senador estivesse disposto a colaborar.
Desde o domingo, Flávio e a campanha do PL têm negado a quebra de sigilo e rebatido a sugestão da campanha petista com provocações. Nesta quarta-feira (21), o senador declarou que abriria o sigilo no tribunal eleitoral, caso Lula respondensse a 19 exigências, que incluiram a abertura de dados sobre Marco Aurélio Santana Ribeiro, o ‘Marcola’, e sobre a relação entre Roberta Luchsinger e Daniel Vorcaro. As exigências foram aceitas pela equipe do presidente.