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Cuidados com pulgas e carrapatos no verão: proteção para os pets

Diogo Alves | Publicado em: - Atualizado 10 meses atrás

/Divulgação

O verão é uma estação que exige atenção redobrada com a saúde de cães e gatos, especialmente em relação a pulgas e carrapatos. Com o aumento da temperatura e da umidade, o ambiente torna-se propício para a proliferação desses parasitas, que além de causar desconforto podem transmitir doenças graves. O CRMV-RJ reforça a importância de consultar regularmente um médico-veterinário para proteger os animais e prevenir problemas de saúde que podem colocar suas vidas em risco.

Segundo o anuário Comac (Comissão Animais de Companhia) 2022, as doenças parasitárias correspondem a 31% dos atendimentos veterinários em cães, sendo a segunda causa mais comum. Pulgas e carrapatos são responsáveis por boa parte desses casos, e os ectoparasiticidas são os medicamentos mais prescritos, presentes em 55% dos tratamentos, seguidos por vermífugos e antibióticos orais. Entre os tipos de ectoparasiticidas, destacam-se os orais (91%), tópicos (48%) e coleiras (40%).

Consequências graves

As infestações por esses parasitas podem trazer consequências graves. Em cães, uma das principais doenças associadas é a erliquiose, causada pela bactéria Ehrlichia canis, transmitida pela picada do carrapato. Seus sintomas incluem febre, anemia, perda de apetite, fraqueza muscular, manchas na pele e, em casos avançados, vômitos e sangramentos nasais. Já nos gatos, o micoplasma felino, conhecido como “doença da pulga”, é uma ameaça. Essa condição é provocada por uma bactéria que, ao entrar na corrente sanguínea pela picada da pulga, adere aos glóbulos vermelhos, causando sua destruição e originando anemia.

Dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) apontam que o volume de consultas veterinárias cresceu 43% em 2020, um reflexo do aumento da conscientização dos responsáveis sobre a importância dos cuidados preventivos. O CRMV-RJ destaca que manter visitas regulares ao médico-veterinário e adotar medidas preventivas são atitudes indispensáveis para evitar infestações e detectar precocemente possíveis doenças, muitas vezes silenciosas.

A melhor forma de proteger cães e gatos é prevenir a exposição aos parasitas por meio do uso de antiparasitários adequados, higienização do ambiente e monitoramento constante. Caso os sinais de infestação ou doenças sejam identificados, o médico-veterinário é o único profissional qualificado para avaliar o estado de saúde do animal e indicar o tratamento mais eficaz, garantindo bem-estar e qualidade de vida.

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