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Diogo Alves - Papo de Vet

Verão: quando o calor deixa de ser incômodo e vira risco para os pets

Diogo Alves | - Atualizado 4 semanas atrás

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Animais braquicefálicos sofrem mais no calor com as altas temperaturas. Foto; Divulgação

O verão chegou e, com ele, as altas temperaturas que impactam diretamente a saúde dos nossos pets. Todos os anos, observo um aumento significativo nos atendimentos veterinários relacionados ao calor excessivo, especialmente casos de hipertermia, queimaduras nas patas e agravamento de problemas respiratórios.

Um dos mitos mais comuns dessa época é a ideia de que tosar o animal é sempre a melhor forma de aliviar o calor. Isso não é verdade. A pelagem exerce uma função importante de proteção térmica e contra a radiação solar. Em muitos casos, a tosa excessiva deixa a pele exposta, favorecendo queimaduras e problemas dermatológicos. Por isso, a indicação deve ser sempre individual, feita por um médico-veterinário, levando em consideração a raça, o tipo de pelo e as condições de saúde do animal.

Braquicefálicos e o verão

Outro ponto que merece atenção especial são os pets braquicefálicos, como pug, bulldog, shih-tzu e gatos persas. Esses animais já possuem limitações respiratórias naturais e sofrem ainda mais com o calor. Em dias muito quentes, qualquer esforço pode ser perigoso. Ambientes ventilados, água fresca disponível o tempo todo e a redução de atividades físicas são cuidados indispensáveis para evitar quadros graves.

É comum também a dúvida sobre dar banho quando o animal apresenta sinais de mal-estar por causa do calor. O banho pode ajudar, mas exige cautela. Não se deve utilizar água gelada nem provocar choque térmico. O resfriamento deve ser gradual, com água em temperatura ambiente, enquanto o pet é encaminhado o quanto antes para atendimento veterinário.

Dicas

Algumas medidas simples fazem toda a diferença no dia a dia:

  1. Evitar passeios nos horários mais quentes, entre 10h e 16h, previne queimaduras nas patas causadas pelo asfalto.
  2. A hidratação constante é essencial, assim como oferecer locais com sombra e boa ventilação.
  3. Em alguns casos, o uso de protetor solar específico para cães também é indicado, principalmente em áreas mais expostas do corpo.

No verão, atenção redobrada é sinônimo de cuidado e responsabilidade. Identificar rapidamente sinais como ofegação intensa, apatia, salivação excessiva e dificuldade para respirar pode salvar vidas.

“O calor não é apenas um desconforto para os pets, pode representar um risco real”, — Diogo Alves, médico-veterinário e presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro.

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Diogo Alves

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