Skip to content

Pedro Gomes - Questão de Justiça

Dia Internacional da Mulher: entre homenagens e a urgência no combate à violência

Pedro Gomes | Publicado em:

Punho de mulher com símbolo feminino representanto o símbolo do gênero e lembrano ao Dia Internacional da Mulher
Data não pode se limitar ao viés comercial diante alarmantes de combate à violência contra a mulher. Foto: Divulgação

Nos últimos dias, muito se falou sobre o Dia Internacional da Mulher. Homenagens, flores, campanhas publicitárias e mensagens de reconhecimento tomaram conta das redes sociais. Eu valorizo cada gesto de respeito. Mas faço aqui um alerta importante: não podemos permitir que o simbolismo da data esconda uma realidade preocupante: o aumento dos casos de violência contra a mulher.

Os números são contundentes. O Brasil registrou 6.904 vítimas de casos consumados e tentados de feminicídio em 2025, o que representa um aumento de 34% em relação a 2024, quando houve 5.150 vítimas. Foram 4.755 tentativas e 2.149 assassinatos, totalizando quase seis mulheres mortas por dia (5,89) no país.

Muito além das estatísticas

Estamos falando de vidas interrompidas, famílias devastadas e histórias que não puderam continuar. Não são apenas estatísticas. São mulheres que tinham sonhos, filhos, profissão, planos.

Celebrar é importante. Reconhecer conquistas é justo. No entanto, enquanto mulheres continuam sendo vítimas de agressões físicas, psicológicas, morais, patrimoniais e até do feminicídio, o 8 de março precisa ser mais do que uma data comemorativa. Precisa ser um chamado à responsabilidade coletiva.

Violência que não pode ser naturalizada

O Brasil possui instrumentos legais fundamentais de proteção, como a Lei Maria da Penha, que estabelece medidas protetivas e mecanismos de combate à violência doméstica. Posteriormente, a Lei do Feminicídio passou a tratar como crime hediondo o assassinato de mulheres por razões de gênero.

São avanços importantes. Mas a lei, sozinha, não resolve. É preciso que haja aplicação efetiva, estrutura adequada nas delegacias especializadas, celeridade nos processos e acolhimento humanizado às vítimas.

Não podemos aceitar que a violência seja tratada como “problema de casal” ou que a mulher seja desencorajada a denunciar por medo, vergonha ou dependência financeira.

“Cada agressão ignorada abre espaço para uma escalada ainda mais grave”, — Pedro Gomes, presidente da OAB-Niterói.

O papel das instituições

A advocacia tem papel essencial nesse cenário. Somos nós que orientamos, acolhemos e buscamos garantir que os direitos sejam efetivamente respeitados. A mulher precisa saber que não está sozinha e que há instrumentos jurídicos para protegê-la.

A rede de apoio, que envolve Judiciário, Ministério Público, Defensoria, forças de segurança e sociedade civil, deve funcionar de forma integrada. Não basta termos boas leis no papel. Precisamos de políticas públicas permanentes, campanhas educativas e ações concretas de prevenção.

Entre flores e compromisso

O Dia Internacional da Mulher não pode ser reduzido a uma data comercial. Ele carrega uma história de luta por igualdade, dignidade e respeito. E essa luta continua.

Defendo que o reconhecimento venha acompanhado de compromisso real com a segurança, a autonomia e o protagonismo feminino. Defender a mulher é defender a família, a sociedade e o futuro.

A OAB Niterói seguirá firme na defesa dos direitos das mulheres, acompanhando políticas públicas, incentivando debates e reforçando a importância do acesso à Justiça.

Prazer, eu sou Pedro Gomes, presidente da OAB Niterói e advogado.Te espero no próximo artigo aqui no Enfoco.
Mas a nossa conversa não termina por aqui — me chama no direct do @dr.pedro_gomes.

Notícias Relacionadas

Últimas Notícias

Saúde de São Gonçalo terá plantão 24h no feriadão
São Gonçalo

São Gonçalo monta esquema de saúde para feriadão prolongado

Choro Batucada está entre as apresentações no festival que acontece em Niterói
Entretenimento

Niterói vai virar a capital mundial do Choro

São Gonçalo terá interdições em trânsito em função de desfile
São Gonçalo

São Gonçalo terá esquema especial de trânsito nesta semana

Irã recusa novas negociações com EUA após ultimato de Trump e ameaça de ataques
Brasil & Mundo

Irã rejeita proposta de negociação dos EUA após ultimato de Trump, diz agência