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Curiosidades

Cão polícia: Estopa, Choquito e Rajada, os mascotes que conquistaram a PM de Niterói e São Gonçalo

Tayná Ferreira | Publicado em: - Atualizado 5 meses atrás

Cão polícia. Os cães resgatados que viraram sensação nos batalhões da PM
Foto: Péricles Cutrim

Muito além da rotina de operações e patrulhamentos, os batalhões da Polícia Militar também guardam histórias de carinho e companheirismo. Em Niterói e São Gonçalo, cães abandonados se tornaram mascotes e acabaram conquistando espaço entre os policiais, integrando a rotina das unidades.

No 12º BPM (Niterói), o reforço fica por conta de Estopa, ou ‘Estopinha’ como é conhecido, e Choquito, a dupla chegou ao batalhão há cerca de um ano e mudou o dia a dia dos militares.

“Eles chegaram aqui bem debilitados, precisando de tratamento, cuidados e vacinas. O Estopa foi o primeiro a aparecer no batalhão. Os policiais perceberam a presença dele e começaram a cuidar do animal. Com o tempo, ele acabou virando o mascote da unidade”, contou a sargento Cássia, responsável pelos cuidados dos pets.

Segundo a policial, a relação entre os mascotes e os agentes é muito próxima. Estopinha, inclusive, costuma recepcionar os policiais diariamente.

“Sempre que os policiais chegam à unidade, o Estopa vai até as viaturas para recebê-los. Então resolvemos fazer uma fardinha para ele, para mostrar que também faz parte do batalhão”, explicou.

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Pouco tempo depois, Choquito apareceu no batalhão. No início, Estopa demonstrou um pouco de ciúmes, mas logo aceitou o novo companheiro.

“Todo policial precisa de um parceiro, e o Estopa acabou aderindo ao Choquito. Hoje eles fazem a dupla aqui do 12º Batalhão de Niterói”, disse a sargento.

Os policiais afirmam ainda que os cães são bastante atentos à movimentação da unidade. Segundo a sargento Cássia, os mascotes conseguem identificar quando um policial chega fardado ou à paisana.

“Se o policial chega fardado, eles recebem muito bem. Agora, se chega de roupa comum, eles ficam desconfiados até reconhecerem o cheiro. É como se estivessem protegendo o batalhão”, relatou.

Guardições do 12º Batalhão de Niterói

Além dos agentes, os visitantes também passam pela observação da dupla. Os cães acompanham a movimentação na entrada do batalhão e se tranquilizam quando percebem que a pessoa foi autorizada pelos policiais.

Como acontece entre as pessoas, a dupla do batalhão também possui personalidades diferentes. Enquanto Choquito é mais tranquilo e reservado, Estopinha se mostra mais atento e desconfiado. Apesar das diferenças, os dois demonstram o instinto protetor que conquistou os policiais da unidade.

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Os nomes dos mascotes também têm significados especiais. Segundo a sargento, Estopa recebeu esse nome por conta da aparência quando chegou ao batalhão.

“Ele apareceu aqui com os pelos muito grandes e embolados, parecendo uma estopa velha. Aí o nome acabou ficando”, contou. Já Choquito ganhou o apelido por causa da coloração da pelagem.

Segundo os policiais da unidade, Estopinha também faz “plantão” no batalhão. Durante a manhã, costuma dormir, mas à noite acompanha os agentes que estão de serviço, permanecendo na guarita e ajudando na vigilância da unidade.

Rajada, a fiscal do Batalhão de São Gonçalo

O 7º BPM (São Gonçalo), também tem um mascote para chamar de seu que ganhou espaço entre os militares: é a cadela Rajada, conhecida pelos policiais como cabo Rajada. Ela está na unidade desde 2023.

A história dela começou durante uma operação no bairro de Jardim Catarina, em São Gonçalo. Em meio ao intenso tiroteio na comunidade, a cadela apareceu procurando abrigo e acabou acompanhando os policiais de volta ao batalhão dentro do veículo blindado, o ‘Caveirão’.

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“Ela estava no meio do tiroteio. Quando os policiais terminaram a operação e estavam indo embora, ela entrou no blindado e veio junto com a equipe. Desde então, nunca mais saiu do batalhão”, contou a soldado Fernanda.

Carinhosamente chamada de Clô pelos mais próximos, Rajada passa os dias circulando por diferentes setores da unidade.

“Ela é bem preguiçosinha, gosta de dormir. Quando chegamos, ela bate na porta para entrar, deita no sofá dela e, quando quer sair, avisa também. No horário do almoço, vai para o rancho e também passa pela secretaria e pela guarda. Mas sempre fica em lugares mais fresquinhos”, explicou a policial.

Além de gostar de dormir, Rajada é bastante atenta e esperta. Quando quer fazer alguma coisa, mostra toda a agilidade que faz jus ao nome que recebeu.

A relação entre Rajada e os agentes é marcada por carinho e cuidado. “Por onde passa, ela ganha carinho e biscoito. Ela tem a coleira dela, é patenteada como cabo Rajada e já faz parte da história do batalhão”, brincou a soldado.

Amor de quatro de patas

Para os policiais, os mascotes representam acolhimento em meio à rotina intensa da profissão.

“O trabalho policial é muito árduo. Então, quando chegamos ao batalhão e recebemos o carinho desses animais, isso traz conforto. Eles representam amor verdadeiro e fazem a unidade lembrar um pouco o nosso lar”, afirmou a sargento Cássia.

A soldado Fernanda também destacou a importância da presença da cabo Rajada no dia a dia da tropa.

“Às vezes o policial chega cansado e ela vem abanando o rabo, pedindo carinho. Você acaba esquecendo um pouco dos problemas, dá risada, brinca e se distrai. Isso ajuda muito a quebrar a rotina pesada que o policial enfrenta”, finalizou.

Tayná Ferreira

Jornalista formada, apaixonada por contar histórias e dar voz a diferentes realidades. Atua principalmente na produção de reportagens especiais e na cobertura de temas relacionados a segurança pública e cidades. Estudante de Libras e defensora da causa animal. Instagram: @taynafjornalismo

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