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Curiosidades

Nem todo mundo é PM: veja quem trabalha no Segurança Presente e como entrar na operação

Ezequiel Manhães | Publicado em: - Atualizado 3 meses atrás

A Operação Segurança Presente foi criada com a proposta de ser uma polícia de proximidade. Foto: Divulgação / Segurança Presente

A morte do voluntário da Operação Segurança Presente de Niterói, Alberson de Almeida Nogueira Júnior, de 34 anos, vítima de acidente de trânsito, levantou uma dúvida entre parte da população: afinal, quem trabalha no programa precisa ser policial? A resposta é não.

Embora policiais militares façam parte da operação, o Segurança Presente também conta com agentes civis e assistentes sociais, que desempenham funções administrativas, operacionais e de atendimento à população.

O programa que atua no patrulhamento de ruas em diversas cidades do estado, incluindo Niterói e São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, reúne profissionais de diferentes áreas para reforçar a segurança e também prestar atendimento social.

A Operação Segurança Presente funciona com um modelo de atuação integrado, formado por três categorias de profissionais: policiais militares, agentes civis e assistentes sociais. Cada um desempenha uma função específica para aproximar os serviços de segurança aos cidadãos.

O que faz cada categoria?

Os policiais militares são responsáveis pelo patrulhamento ostensivo, abordagens e ações de prevenção e combate à criminalidade. Eles podem estar na ativa, na reserva ou atuar em Regime Adicional de Serviço (RAS), sendo designados pela própria Polícia Militar.

Já os agentes civis dão suporte às equipes no atendimento ao público, em atividades operacionais e administrativas e nas ações de proximidade desenvolvidas pelo programa.

Os assistentes sociais, por sua vez, acolhem pessoas em situação de vulnerabilidade e fazem o encaminhamento para a rede de assistência social, ampliando o caráter preventivo da iniciativa.

Como entrar no Segurança Presente?

Ao contrário do que muitos imaginam, não é preciso ser policial para trabalhar no programa. As vagas destinadas a agentes civis e assistentes sociais são preenchidas por meio de processo seletivo público.

O último edital foi lançado em março de 2025 e resultou na contratação de 1.212 profissionais, entre agentes civis e assistentes sociais, que passaram por seleção e capacitação antes de serem distribuídos pelas bases do Segurança Presente em todo o estado do Rio de Janeiro.

Já os policiais militares são indicados pela própria corporação para atuar na operação.

Mais que patrulhamento

Criado com a proposta de ser uma polícia de proximidade, o Segurança Presente vai além do combate à criminalidade. O programa busca fortalecer a relação entre as forças de segurança e a população, unindo patrulhamento ostensivo, atendimento ao cidadão e ações sociais voltadas para pessoas em situação de vulnerabilidade.

É justamente essa integração entre policiais, agentes civis e assistentes sociais que diferencia a operação e faz com que ela atue não apenas na repressão ao crime, mas também na prevenção e no acolhimento social.

Morte de voluntário

Alberson de Almeida Nogueira Júnior, de 34 anos, voluntário da Operação Segurança Presente de Niterói, morreu na última sexta-feira (3), quatro dias após sofrer um grave acidente de motocicleta na RJ-100, na altura de Maria Paula, na divisa entre Niterói e São Gonçalo.

Segundo informações, ele havia saído do trabalho e seguia para casa quando perdeu o controle da moto e colidiu contra um poste. Socorrido no local, foi encaminhado ao Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), em São Gonçalo, onde permaneceu internado, mas não resistiu aos ferimentos.

Em nota enviada ao ENFOCO, a Operação Segurança Presente informou que Alberson atuava em funções administrativas na base de Niterói.

A morte gerou comoção entre colegas, familiares e amigos, que prestaram homenagens e o descreveram como um profissional dedicado e muito querido pela equipe. As circunstâncias exatas do acidente ainda não foram esclarecidas.

Ezequiel Manhães

Jornalista com experiência em hard news e produção audiovisual, tendo como foco reportagens factuais, especiais e conteúdos multimídia. Atua com rapidez, comprometimento e precisão na apuração, tendo como destaques coberturas de temas como política, economia, cidades, segurança pública e comportamento. LinkedIn: @ezequiel-manhães-b073921b3

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