O Dia Internacional do Fetiche é comemorado anualmente na terceira sexta-feira de janeiro e, em 2026, cai nesta sexta-feira (16). Criada com o objetivo de ampliar a conscientização sobre o fetichismo e práticas ligadas ao B.D.S.M., a data busca promover a aceitação da diversidade sexual e reduzir o estigma que ainda cerca esse tipo de erotismo.
A celebração teve início em 21 de janeiro de 2008, no Reino Unido, ainda com o nome de National Fetish Day. Com o passar dos anos, o movimento ganhou alcance internacional e passou a ser marcado por debates sobre consentimento, respeito, liberdade sexual e informação, reforçando que fetiche não está associado, necessariamente, a abuso ou desequilíbrio emocional.
Dentro desse contexto, histórias de quem vive o fetiche de forma consciente ajudam a desmistificar o tema. É o caso de Dom e Surya, um casal que descobriu esse universo aos poucos, a partir da curiosidade e do diálogo dentro da própria relação.
Do interesse à prática
Antes de qualquer prática, os dois já se interessavam por conteúdos que iam além do sexo convencional e exploravam fantasia, entrega e dinâmicas de poder. Ainda assim, tudo permanecia apenas como interesse. A vivência só começou depois que passaram a se relacionar, quando conversas mais abertas permitiram transformar curiosidade em experiência.
Juntos há cinco anos, Dom e Surya contam que o reconhecimento como fetichistas não aconteceu de forma imediata. O processo foi gradual, baseado em pesquisa, troca e confiança. Fantasias foram sendo nomeadas, limites estabelecidos e desejos entendidos sem pressa ou imposição.
Segundo o casal, o fetiche sempre caminhou junto com responsabilidade emocional. Consentimento, diálogo constante e respeito aos limites fazem parte da rotina e são tratados como regras básicas. “Nada funciona sem conversa”, resumem.
Com o tempo, a vivência passou a integrar também a rotina profissional dos dois, sem substituir a relação. Pelo contrário, eles afirmam que a experiência reforçou ainda mais a importância da comunicação e do cuidado mútuo, além de exigir organização e maturidade.
No Dia do Fetiche, Dom e Surya defendem que a principal mensagem da data é a quebra de preconceitos. Para eles, o fetichismo pode ser uma forma saudável de expressão do desejo quando vivido de maneira consensual. “Prazer não exclui amor, empatia e respeito”, afirmam.