Uma mensagem que circulou nas redes sociais sobre um suposto “apagão global” chamou a atenção de internautas nesta semana, mas o fenômeno previsto para esta terça-feira (17) é, na verdade, um eclipse solar anular, evento astronômico natural e sem qualquer perigo.
Conhecido popularmente como “anel de fogo”, o eclipse ocorre quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, mas a uma distância maior do planeta. Esse alinhamento faz com que o satélite não cubra totalmente o disco solar, deixando um aro luminoso visível ao redor da Lua, criando um dos efeitos visuais mais marcantes da astronomia.
Apesar do termo alarmante que ganhou força na internet, o evento não provoca impacto em sistemas elétricos, comunicações ou qualquer atividade humana. Trata-se apenas de um fenômeno óptico causado pela dinâmica orbital entre os corpos celestes.
Brasil fica de fora
De acordo com o Observatório Nacional, ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o eclipse não será visível do território brasileiro. A faixa de observação ficará restrita a regiões específicas do planeta, longe da área de visão da América do Sul.
Especialistas explicam que eclipses anulares não são raros, mas dependem de um alinhamento preciso e da posição da Lua em sua órbita. Nessa configuração, há uma breve redução da luminosidade natural, o que pode dar a impressão de escurecimento momentâneo do céu nas áreas onde o fenômeno é observado.
Este será o primeiro eclipse solar de 2026. A previsão é que um novo evento do tipo ocorra em 6 de fevereiro de 2027, quando haverá possibilidade de observação a partir do Brasil, dependendo das condições climáticas.
Astrônomos reforçam que a única recomendação ao público, nos locais onde o eclipse é visível, é utilizar proteção adequada para observação solar, evitando olhar diretamente para o Sol sem filtros específicos.