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Celebridades

Defesa de Isis Valverde nega que atriz tenha obrigado cozinheira a trabalhar 12 horas por dia

Redação | Publicado em: - Atualizado 4 meses atrás

Defesa de Isis Valverde nega que atriz tenha obrigado cozinheira a trabalhar 12 horas por dia
Advogado contesta versão de ex-funcionária e reforça que processo foi encerrado em 2025 - Foto: Instagram

A disputa trabalhista envolvendo Isis Valverde voltou a ganhar repercussão nesta quarta-feira (17) após a defesa da atriz se manifestar sobre as acusações feitas por uma ex-cozinheira. O advogado Ricardo Brajterman contestou as alegações apresentadas pela ex-funcionária e afirmou que a artista jamais a obrigou a cumprir jornadas de 12 horas diárias.

O representante da atriz afirmou que a rotina de Isis seria incompatível com a versão apresentada no processo. Segundo ele, a artista passa longos períodos fora de casa por conta de viagens profissionais e compromissos pessoais, o que, em sua avaliação, enfraquece a acusação de uma carga horária excessiva.

“O que foi dito não corresponde à realidade. A Isis nunca obrigou a funcionária a trabalhar 12 horas por dia”, declarou Brajterman.

O advogado também destacou que a relação entre a atriz e a ex-funcionária foi marcada por iniciativas de apoio ao longo dos anos. Entre elas, citou a compra de uma casa e o custeio de um curso de culinária para a trabalhadora. Ele ainda ressaltou que o acordo firmado entre as partes foi analisado e homologado pela Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro em novembro de 2025, encerrando definitivamente o caso.

A defesa da atriz também criticou o que considera uma divulgação parcial dos fatos e informou que pretende adotar medidas judiciais contra eventuais ataques e ofensas direcionados à artista nas redes sociais.

O advogado da ex-funcionária, Marino Marinho, confirmou que a disputa foi encerrada por meio de um acordo e afirmou que não há mais pendências entre as partes. “O acordo foi cumprido. É página virada”, declarou.

Entenda o caso

A controvérsia teve início após uma ex-funcionária doméstica ingressar com uma ação trabalhista contra Isis Valverde. No processo, ela alegava ter sido contratada como cozinheira em março de 2014, mas afirmou que, ao longo dos anos, passou a desempenhar outras atividades sem remuneração adicional.

A trabalhadora também sustentou que cumpria jornadas consideradas exaustivas, das 8h30 às 20h ou 20h30, de segunda a sexta-feira, com apenas 20 minutos de intervalo para descanso e alimentação. Com base nas alegações, ela solicitou pagamento de horas extras, diferenças de FGTS, adicional por acúmulo de funções, indenização por danos morais e outras verbas trabalhistas. Os pedidos ultrapassavam R$ 385 mil.

Na defesa apresentada à Justiça, Isis negou todas as acusações. A atriz afirmou que as atividades desempenhadas eram compatíveis com a função contratada e sustentou que todas as obrigações trabalhistas e previdenciárias foram cumpridas durante o vínculo empregatício.

A defesa também argumentou que a ex-funcionária frequentava cursos profissionalizantes durante o período de trabalho e que a residência contava com outros empregados, como faxineira e caseiro, o que afastaria a alegação de acúmulo de funções.

A ex-funcionária, por sua vez, contestou os argumentos da artista e manteve as acusações. Ela alegou, entre outros pontos, que não foram apresentados controles de jornada e que os documentos anexados ao processo não contemplariam os valores reivindicados na ação.

Antes de uma sentença definitiva, no entanto, as partes chegaram a um acordo. O acerto foi homologado pelo juiz Bruno Andrade de Macedo, da 23ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, em novembro de 2025. Pelo acordo, Isis Valverde concordou em pagar R$ 30 mil à ex-funcionária, em seis parcelas mensais de R$ 5 mil. Com a homologação judicial, o processo foi encerrado.

Leia a nota da defesa de Isis Valverde na íntegra:

“Matérias jornalísticas vêm divulgando, de forma tendenciosa e parcial, processo trabalhista encerrado há meses, dando como verdade absoluta e incontestável somente os argumentos da reclamante, ignorando que a contestação apresentada por Isis demonstrou que, para tentar a sorte de abocanhar uma indenização trabalhista elevadíssima, de cerca de R$ 400.000,00, foi tentada a sorte de lançar argumentos falsos como quem aposta na loteria.

Não colou. Num primeiro momento, o Judiciário mandou arquivar o processo e, numa segunda tentativa, foi feito um acordo em valor muitíssimo menor. Fossem verídicas as acusações, obviamente a autora buscaria o valor que pediu e não fecharia um acordo em R$ 30.000,00. Quem ataca Isis não sabe que durante o tempo em que trabalhou para ela, a reclamante ganhou um curso e uma casa! Foi tratada com toda educação, carinho e, sobretudo, dentro do que a Lei Trabalhista determina.

Portanto, é completamente mentirosa a alegação de que a cozinheira tinha carga horária de 12h e 20 minutos de descanso, e também ficou provado que ela não acumulava funções. Até porque a atriz passa boa parte da vida fora de casa; por conta do trabalho, ela passa vários períodos morando em outras cidades, e, por conta da família, fica muito tempo fora do Rio de Janeiro, por isso, não para em pé a alegação de 12 horas de trabalho e 20 minutos de descanso.

Mesmo assim, minha cliente, desde ontem, vem sendo vítima de uma campanha vil de calúnia e injúria promovida pelo ‘tribunal da Internet’ (e até mesmo pela imprensa sensacionalista). Por conta dos ataques completamente imerecidos, injustos e infundados contra a honra da atriz, serão processados na esfera civil e criminal aqueles que, de forma inconsequente, vêm difamando a atriz“.

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