Um projeto socioesportivo realizou a oficina literária “Meu Pequeno Autor”, que transformou 49 crianças de 8 a 11 anos em escritoras de suas próprias histórias na unidade Arsenal, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.
Durante semanas, os alunos do Craque do Amanhã participaram de atividades de leitura, debates e criação de textos inspirados em obras da literatura infantojuvenil. Ao final do projeto, produziram contos, fábulas e histórias autorais, apresentados em uma tarde de autógrafos para familiares, no último sábado23).
A coordenadora pedagógica Gabriela Martins, formada em Letras pela UFF, explicou que a proposta buscou incentivar a criatividade e aproximar as crianças da leitura de forma leve e divertida.
“Quando iniciei minha pós-graduação em Literatura Infantojuvenil na UFF, utilizei justamente dois dos livros trabalhados no projeto em uma das avaliações. Aquilo despertou em mim a vontade de trazer essas obras para as crianças e mostrar que elas também poderiam criar histórias potentes, criativas e cheias de significado”, disse Gabriela.
Entre os destaques está João Miguel Alves Morett, de 10 anos, autor da história “O Sentimento de Culpa”, que aborda temas como honestidade e responsabilidade emocional.
Na narrativa, Albert, um menino conhecido por querer ser perfeito, acaba causando sem querer a morte do sapo de estimação da irmã e decide esconder o ocorrido. A culpa, então, ganha forma de um monstro que cresce cada vez mais enquanto a verdade não é revelada.
A mãe do menino, a empreendedora Renata Alves, formada em Literatura, acompanhou de perto o processo de criação do filho e se emocionou com o resultado.
“Quando ele me contou que estava produzindo um livro junto com as outras crianças, fiquei muito empolgada para ver o resultado. O João sempre foi muito incentivado à leitura dentro de casa e, durante todo o processo, compartilhava comigo as atividades que a tia Gabi preparava para eles. Mas ele fez mistério sobre o tema até o final. Ele ama criar histórias, desenhar e ler. Ver esse projeto ganhar vida foi muito emocionante para nossa família”, afirma Renata.
Criado em 2012, o Craque do Amanhã utiliza o esporte como ferramenta de inclusão social e atende cerca de 5 mil pessoas por mês em unidades no Rio de Janeiro e em São Paulo.