A repercussão de imagens feitas durante a apuração do Carnaval do Rio de Janeiro levou Juliana Paes a se manifestar publicamente nas redes sociais. A atriz apareceu chorando enquanto aguardava a leitura das notas que confirmariam o título da Unidos do Viradouro, cena que passou a circular amplamente na internet em versões editadas.
O registro foi feito na Cidade do Samba, Zona Portuária do Rio, no momento de maior tensão da apuração. Com a vitória da escola, o vídeo ganhou novos usos nas redes, com trilhas sonoras, efeitos dramáticos e montagens diversas.
Com bom humor, Juliana usou seu perfil no Instagram para comentar a situação e avaliar o alcance das publicações. “Está tudo muito bem, está tudo muito bom, mas tem coisa que está indo longe demais”, disse em tom de brincadeira.
Entre os materiais que circularam, havia uma montagem feita com inteligência artificial em que a atriz aparece cantando “Na Maldade”, da cantora Simone Morena, enquanto chorava. Juliana compartilhou o
vídeo e reagiu à edição. Outra versão acrescentou uma trilha de suspense à cena original exibida na transmissão.
Juliana Paes como rainha de bateria
O retorno da atriz ao posto de rainha de bateria ocorreu após 17 anos. O convite partiu do mestre de bateria Mestre Ciça, homenageado no enredo “Pra cima, Ciça!”, apresentado pela agremiação neste ano.
Ligada à escola desde a juventude, Juliana voltou à avenida em 2026 como destaque da bateria e acompanhou de perto a conquista do campeonato, cuja comemoração acabou atravessando a Marquês de Sapucaí e se estendendo ao ambiente digital, onde o episódio seguiu repercutindo nos dias seguintes.
Viradouro Campeã
‘Maestro do couro, campeão da Avenida’. Foi com o swingue afiado de Mestre Ciça que a Unidos do Viradouroconquistou o título do Grupo Especial do Carnaval do Rio 2026. Beija-Flor e Vila Isabel ficaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. A apuração terminou na tarde desta quarta-feira (18), confirmando o favoritismo que já era sentido nas arquibancadas.
Na ousadia dos tambores, como anunciou o próprio samba, Ciça deu aula de ritmo e emoção. A Sapucaí cantou junto, arrepiada, e o grito de “é campeã!” tomou conta do Sambódromo ainda durante o desfile da Vermelho e Branco de Niterói.

Desfile histórico
A agremiação fará um desfile especial no próximo dia 7 de março, na Avenida Amaral Peixoto, no Centro de Niterói. A apresentação contará com a escola completa, repetindo o espetáculo que conquistou o título do Grupo Especial do Rio de Janeiro, com pontuação máxima em todos os quesitos.
O anúncio foi feito pelo prefeito Rodrigo Neves (PDT) durante a festa na quadra da escola, no Barreto, em Niterói:
A Viradouro é um orgulho de Niterói! E para que todos os niteroienses possam celebrar essa conquista, vamos levar a escola para a Amaral Peixoto, no dia 7 de março, com toda a sua grandiosidade. Será uma noite inesquecível para a nossa cidade”, declarou Rodrigo Neves.
O esquema de trânsito vai ser divulgado em breve, mas a previsão é que a Amaral Peixoto seja fechada a partir das 18h do sábado do desfile. A escola terá tempo livre para atravessar a avenida.
O presidente da Viradouro, Marcelinho Calil, explicou que a escola vai sair completa, da mesma forma que desfilou e foi campeã.
As fantasias serão devolvidas só após esse desfile na Amaral Peixoto. Vamos trazer tudo o que estiver no barracão. Nós devemos isso à nossa cidade porque a população e a prefeitura nos apoiam o ano inteiro”, disse o presidente da Viradouro.
Pra cima, Ciça!
A “caixa de Moacyr” brilhou com paradinhas cirúrgicas e um suingue perfeito, conduzindo a bateria como um verdadeiro maestro popular. O enredo “Pra cima, Ciça!” transformou o menino aprendiz no gigante da percussão, forjado sob a batuta do lendário Mestre Caveira, sem esperar a saudade para celebrar sua história.
A homenagem ganha ainda mais peso porque Ciça, Moacyr da Silva Pinto no registro, completa 70 anos em julho e é hoje o mestre de bateria mais longevo em atividade no Carnaval carioca.
Coração rítmico das escolas, as baterias são a alma do desfile. Cabe ao mestre criar arranjos, comandar ensaios e incendiar uma multidão de pessoas no Sambódromo da Marquês de Sapucaí.