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A apresentação foi marcada por diversos momentos de comoção/ Foto: Péricles Cutrim

A segunda noite de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro transformou a Marquês de Sapucaí em palco de emoção, memória e celebração. Entre a noite de segunda-feira (16) e a madrugada de terça-feira (17), a Unidos do Viradouro protagonizou um dos momentos mais marcantes do Carnaval ao prestar uma homenagem grandiosa aos 50 anos de trajetória de Mestre Ciça, reunindo inovação e referências históricas.

Com o enredo “Pra Cima, Ciça!”, a escola exaltou a trajetória do diretor de bateria ao longo de cinco décadas dedicadas ao Carnaval. Um dos momentos mais aguardados da noite foi o retorno da atriz Juliana Paes ao posto de rainha de bateria, 17 anos após deixar a função. Ela voltou especialmente para integrar a homenagem ao mestre, figura central do desfile.

Mestre Ciça surgiu inicialmente como destaque na comissão de frente e, em seguida, atravessou novamente a Avenida para comandar a bateria. Para cumprir o percurso dentro do tempo necessário, contou até com o auxílio de uma cadeira de rodas e de uma motocicleta nos bastidores. Logo no início do desfile, não conseguiu conter as lágrimas. No primeiro recuo da bateria, foi consolado por Juliana, em uma cena que emocionou o público.

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A apresentação foi marcada por diversos momentos de comoção, inclusive do carnavalesco Paulo Barros. Ele se emocionou ao desfilar no tripé “Jogada de Mestre”, que relembrou um dos episódios mais emblemáticos da história recente da escola: a primeira vez em que ritmistas da bateria subiram em um carro alegórico no Sambódromo.

Ao longo da apresentação, a Viradouro revisitou passagens importantes de sua trajetória. Um dos carros trouxe uma releitura do icônico “carro do xadrez”, com a bateria posicionada no alto da alegoria — referência ao desfile de 2007, quando Paulo Barros inovou ao colocar ritmistas e a então rainha Juliana Paes sobre um carro alegórico.

Visivelmente emocionada, Erika Januza chorou ao chegar à concentração da Viradouro. Rainha de bateria da escola nos últimos quatro anos, a atriz foi aplaudida e ovacionada pelo público enquanto seguia em direção ao quarto carro alegórico, e não conteve as lágrimas diante da recepção calorosa.

Apesar do brilho do espetáculo, houve um contratempo no penúltimo carro: um elevador apresentou falha e a estrutura central não foi erguida como previsto. Ainda assim, a escola concluiu sua travessia pela Avenida dentro do tempo regulamentar, sem atrasos.

A fantasia de Juliana Paes e a constelação de rainhas

A fantasia de Juliana Paes, batizada de “Brilho Eterno da Rainha”, foi concebida como um tributo a todas as musas que reinaram sob o comando de Mestre Ciça na bateria da Vermelha e Branca. A atriz desfilou com a missão de homenagear, por meio de sua presença, todas as rainhas que brilharam ao lado do mestre conhecido também como “Caveira”.

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Sob a batuta de Ciça passou uma verdadeira constelação de nomes consagrados, como Monique Evans, Luma de Oliveira, Paolla Oliveira, Erika Januza e Gracyanne Barbosa, além da própria Juliana, que retornou à escola a pedido do mestre.

Com passagens também por agremiações como a Estácio de Sá, a Unidos da Tijuca, a Acadêmicos do Grande Rio e a União da Ilha do Governador, Ciça acompanhou a troca de bastões entre algumas das mais célebres rainhas de bateria do Carnaval carioca. A lista inclui ainda nomes como Christiane Torloni e Camila Pitanga, que também ocuparam o posto em diferentes momentos de suas trajetórias.

Redação

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