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Brasil sofre, mas elimina o Japão e vai às quartas da Copa do Mundo de Futsal

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Brasileiros sofreram para superar o Japão e avançar à próxima fase do Mundial. Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Seleção Brasileira suou muito a camisa para derrotar o Japão nesta quinta-feira (23) por 4 a 2, de virada, em confronto válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo de Futsal da Lituânia. Os gols brasileiros foram marcados por Pito, Leozinho, Gadeia e Ferrão.

Para quem esperava um jogo tranquilo, a surpresa veio logo de cara. Em falha de Guitta, o Japão abriu o placar aos 2 minutos em chute de fora de Hoshi, que venceu a marcação e soltou a bomba. O goleiro tentou segurar e acabou mandando para dentro do gol.

A resposta veio logo na sequência. Aos 4 minutos, Ferrão recebeu de Guitta, fez o pivô, girou sobre a marcação e bateu sem chances para o goleiro Higor. O gol serviu para dar confiança à Seleção após o susto inicial. A virada quase veio aos 6, quando Rodrigo Capita foi lançado pela direita e chutou rasteiro, ganhando o escanteio após defesa de Higor.

Sem conseguir penetrar na defesa adversária, o Brasil levava perigo com chutes de fora da área. Aos 10, Lino, após receber passe curto em cobrança de falta, cortou para dentro e parou em ótima defesa de Higor. Na sequência, aos 11, Capita recebeu pelo meio e soltou um canhão de primeira, tirando tinta da trave direita.

O Japão respondeu aos 12. Em erro brasileiro na saída de bola, o passe caiu nos pés de Nishitani, à feição do chute, na cara do goleiro Guitta. No entanto, ele colocou muita força e acabou mandando por cima. Embora com menos posse, a equipe nipônica se aproveitava dos erros da Seleção para levar perigo.

Em um dos últimos lances, Lino cruzou e a bola resvalou no braço do defensor japonês. O suporte de vídeo foi chamado mas, depois de analisar o replay, a arbitragem decidiu por não marcar a penalidade - gerando muitas reclamações dos brasileiros.

Apesar da superioridade em relação aos japoneses, o Brasil não repetiu as boas atuações da Copa do Mundo no primeiro tempo. As jogadas individuais não estavam encaixando e as tabelas e triangulações foram todas bloqueadas pelo organizado adversário. Faltava o brilho da fase de grupos.

Segundo tempo

O panorama continuou o mesmo nos primeiros minutos depois do intervalo. Fechado na defesa, o Japão permitia apenas chutes de longa distância. Em uma das raras jogadas individuais da partida, aos 4, Pito driblou dois adversários e bateu colocado, mas a bola passou ao lado da trave esquerda de Higor.

Apesar da boa marcação, os japoneses erravam muitos passes e, consequentemente, ficavam pouco com a bola - sem conseguir evitar a pressão constante da Seleção. Cada corte gerava comemoração intensa dos asiáticos. Por outro lado, a equipe brasileira se irritava por não conseguir infiltrações na defesa adversária.

Mais uma chegada perigosa do Japão em mais um erro individual do Brasil. Sem opções de passe, o goleiro Guitta avançou com a bola, passou do meio-campo e foi bloqueado ao chutar. A bola sobrou com Nishitani, que arrancou desde o campo de defesa e, com apenas um zagueiro brasileiro cobrindo o gol, chutou para fora.

Aos 8 minutos, o Japão provou do próprio veneno ao arriscar uma subida coletiva e sofrer um contra-ataque rápido. Capita roubou a bola e acionou marlon pela direita. Ele ficou cara a cara com o goleiro e tentou deslocá-lo com uma cavadinha, tirando tinta da trave direita de Higor.

Quando a tabela encaixou, o gol saiu. Leozinho tabelou com Capita, recebeu na frente pela direita e deixou o goleiro no chão com um lindo drible de puxada na bola antes de empurrar para o gol vazio. Muita vibração da Seleção que, apesar de não ter tido uma atuação brilhante, lutou do início ao fim pela classificação.

O Japão até ensaiou uma pressão, mas não conseguia criar. Já na reta final do confronto, a três minutos do fim, o Brasil foi quem matou o jogo. Pito recebeu em profundidade pelo alto e tirou do goleiro dominando no peito, ficando livre com a baliza e marcando um gol de placa.

Os japoneses ainda diminuíram, a dois minutos do apito final, deixando o confronto tenso até o fim. Rafael chutou de longe, a defesa brasileira rebateu e Nishitani pegou o rebote para marcar o segundo gol adversário. No entanto, no desespero pelo empate, o Japão se mandou para o ataque e acabou deixando Gadeia ampliar a cinco segundos do apito final.

E terminou assim. O placar, encerrado em 4 a 2, talvez não traduza a batalha travada entre brasileiros e japoneses pela vaga. A Amarelinha avança às quartas de final, onde encaram o Marrocos, no próximo domingo (26), às 10h.

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