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Delegações reduzidas e homenagem ao Afeganistão marcam abertura da Paralimpíada

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Delegação brasileira reduzida devido à pandemia de Covid-19. Foto: Miriam Jeske/CPB

Nesta terça-feira (24), foi realizada a Cerimônia de Abertura dos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Petrúcio Ferreira (atletismo) e Evelyn Oliveira (bocha paralímpica) foram os porta-bandeiras do Brasil na parada das nações.

O evento teve início com a entrada de autoridades como o imperador do Japão, Naruhito, e o presidente do Comitê Paralímpico Internacional, o brasileiro Andrew Parsons. Em seguida, o hino japonês foi cantado por Hirari Sato, estudante de música e deficiente visual, que venceu uma competição de canto aos 12 anos.

Posteriormente, a festa artística teve início com uma apresentação de Karakuri, uma espécie de teatro de marionetes, realizada por cerca de 40 bailarinos. Os agitos, símbolos das Paralimpíadas, entraram no estádio flutuando, seguidos da apresentação dos 22 esportes que serão disputados nesta edição. O parabadminton e o parataekwondo são estreantes.

Em seguida, teve início a parada das nações. A delegação dos refugiados foi a primeira a entrar no estádio. O Brasil foi a 119ª equipe a se apresentar, com Petrúcio Ferreira e Evelyn Oliveira carregando a bandeira, que comentaram a experiência em entrevista ao Sportv.

"Estou muito feliz de estar aqui, é uma honra muito grande poder representar o esporte paralímpico e todos os atletas brasileiros. Muito obrigada, Brasil!", comentou Evelyn.

"Estar aqui representando os atletas brasileiros me deixa muito feliz. Queria que toda a delegação estivesse junto com a gente aqui, festejando, pulando, se divertindo, porque o povo brasileiro, sem dúvida, é o melhor", disse Petrúcio.

https://twitter.com/cpboficial/status/1430144291201077277

Destaque para o Afeganistão, que foi representado e homenageado por voluntários, mas não vai disputar os Jogos devido à crise política no país. Os atletas russos, assim como nas Olímpiadas, jogarão sob a bandeira do Comitê Olímpico, já que a Rússia está suspensa por um escândalo de doping. O anfitriões japoneses foram a última delegação a entrar. O Japão conta com o maior número de atletas para a competição, com 254.

Um show de luzes e fogos de artifício marcou o fim da parada das nações. Em seguida, foi realizada uma performance de "A pequena monoasa", em que Yui Wago representou a menina que mostra que "todos podem voar".

https://twitter.com/Tokyo2020/status/1430150771899654149

Depois, a presidente do Comitê Organizador dos Jogos de Tóquio, Seiko Hashimoto, discursou dando boas-vindas aos atletas paralímpicos.

"Nós vamos fazer tudo em nosso poder para fazer desses Jogos Paralímpicos uma celebração de tudo que o para-atletas alcançaram e uma inspiração para um verdadeira transformação social", afirmou.

O brasileiro Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Internacional, lembrou do adiamento dos Jogos.

"Não acredito que realmente estamos aqui. Muito duvidaram que esse momento fosse chegar, mas graças aos esforços de todos, conseguimos entregar Jogos seguros para atletas, técnicos e para a sociedade japonesa", ressaltou.

Em seguida, o imperador Naruhito declarou a abertura da competição: "Declaro oficialmente abertos os Jogos Paralímpicos de Tóquio!", vibrou.

https://twitter.com/Tokyo2020/status/1430155349709914112

Seis atletas paralímpicos entraram com a bandeira do Comitê Internacional no estádio, cada representando um continente. O colombiano Fabio Torres representou as Américas. Os japoneses Shingo Kuneida (tênis sobre cadeira de rodas) e Rie Urata (goalbol) fizeram o juramento dos atletas.

A tocha paralímpica foi carregada, primeiramente, por Kuniko Obinata, Masahiko Takeuchi e Mayumi Narita. Em seguida, foi passada para um trio de profissionais da saúde, formado por Taro Nakamura (médico), Tamami Tamura (enfermeira) e Fumio Usui (protesista). Por fim, três japoneses acenderam a pira paralímpica: Yui Kamiji (tênis sobre cadeira de rodas), Shunsuke Uchida (bocha) e Karin Morisaki (halterofilismo).

Gazeta Esportiva

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