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Raphinha é a fagulha que faltava para acender os brasileiros rumo à Copa

Redação | Publicado em:

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Raphinha e a fagulha que faltava para acender os brasileiros rumo a Copa enfoco
Dupla Neymar e Raphinha destruiu o Uruguai pelas Eliminatórias. Foto: Lucas Figueiredo/CBF



O Brasil vem liderando as Eliminatórias para a Copa do Mundo de ponta a ponta. Bateu o recorde de vitórias consecutivas. E apesar de perder os 100% de aproveitamento recentemente, com um empate, segue invicto. É, de longe, o melhor time da América do Sul. Mas faltava algo. Faltava brilho. Faltava empolgar. Faltava…. Raphinha.



Longe de ser a solução de todos os nossos problemas. O futebol é um esporte coletivo, ninguém resolve Copa sozinho. Além disso, Raphinha é jovem, vai oscilar, tem lastro imenso para crescer – atualmente no Leeds, certamente irá para um gigante europeu em 2022. No entanto, seu futebol é uma fagulha – e era disso que precisávamos para incendiar nossa torcida.



A parceria com Neymar — que, diga-se, voltou a jogar muita bola na goleada sobre o Uruguai — é o caminho para o sucesso. Uma equipe consistente e sólida sem a bola e com brilho e talento individual para sair para o jogo; neste quesito, Richarlison e Antony também podem colaborar muito – além da volta de Matheus Cunha, o 9 do Mundial.



Liga das Nações



A Liga das Nações nos trouxe algumas preocupações. Para quem vive assistindo futebol, como eu, é notório que o padrão de jogo na Europa segue muito acima – por diversos motivos que já discutimos em algumas colunas passadas. Assistir Bélgica 2 x 3 França, no último dia 7, por exemplo, até diminuiu minhas expectativas para o Catar. De fato, a régua deles é bem maior.



Dito isto, Raphinha entra em pauta novamente. Seu brilho individual teve como consequência uma boa evolução coletiva tática e técnica. Com um jogador diferenciado — no caso, Neymar — o jogo se baseia em procurá-lo em campo para o diferente acontecer. Agora, com pelo menos dois, o equilíbrio aumenta e o leque se abre. Ter um padrão de jogo forte como os europeus não é sobre jogar bonito; é sobre encontrar soluções através da qualidade técnica.



Ao contrário de muitos, ainda vejo Tite como o cara certo para este Mundial. Nos comandou durante todo o ciclo, conhece e domina o grupo e tem boa visão tática. É competitivo e sabe nossas limitações. Embora veja o time ainda muito engessado, através das entradas de Raphinha e Antony as coisas começam a melhorar. O grupo principal é forte e, na fusão com as peças olímpicas, ganha em individualidade e um pouco da alegria para jogar que tanto amamos.



Obrigado, Raphinha. Meus olhos brilharam como há muito não acontecia diante desta tradicional, forte e histórica camisa amarela. Estamos crescendo na hora certa – e o principal: sem oba-oba, sem “já ganhou”, sem a empáfia que nos derrubou em 2006 e 2014. Com os pés no chão e longe do favoritismo, como em 2002, o caminho começa a se desenhar. A aproximação com o povo é natural – como visto ontem na Arena da Amazônia. O resto é consequência.



O hexa vem!


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