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Uma iniciativa toda pensada e planejada por negros. O aplicativo de relacionamento Denga, que tem como foco relações afrocentradas, estreou nesta-feira (14), e está disponível de forma gratuita nos sistemas operacionais Android e IOS.

O objetivo é que a comunidade negra tenha oportunidade de “resgatar o amor preto”, como destaca a descrição da plataforma em seu site.

Segundo a sócia Ana Paula Santos, diretora de marketing e também co-fundadora, Denga foi idealizado a partir de uma experiência frustante dos fundadores com outros aplicativos já existentes. “Tivemos a experiência pessoal de uso de outros apps, e não nos sentimos incluídos”, iniciou.

Ana Paula também destaca como outras plataformas desfavorecem a busca por pessoas não negras.

“Com o interesse em ter um relacionamento afrocentrado, os apps existentes não favorecem essa busca, proporcionalmente em relação a pessoas não negras. E mesmo que se tenha a tentativa de se relacionar inter-racialmente, através do app, o dito padrão de beleza procurado nos desfavorece”, complementa ela.

A diretora também falou da importância dos relacionamentos entre pessoas negras, o que o aplicativo também proporciona. “Para muitas pessoas, ter um relacionamento afrocentrado é importante pelo fato de ter alguém que entenda a sua realidade, suas dores e lutas”, relatou.

 





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Quanto ao futuro do Denga, Ana Paula espera que haja aprovação do público não só para o aplicativo, mas para a causa. “Esperamos o engajamento da comunidade negra, porque estamos criando um ambiente de integração e acolhimento do nosso povo”, disse.

Problema?

De acordo com o sociólogo Aparecido Silva, não. A ideia do aplicativo dá uma ideia de segregação para algumas pessoas. Ele, no entanto, entende essa ferramenta de outra maneira.

”É importante que se tenha um aplicativo para pessoas negras. Na verdade a gente não está segregando, estamos incluindo nós mesmos. O padrão de beleza, desde a Grécia, é de pessoas brancas, com olhos claros e cabelo liso”, garantiu.

Ele esclarece que não condena relações interraciais, mas não vê erro em haver um espaço somente para pessoas negras.

”Não vejo problemas com relações interraciais, mas acho importante esse aplicativo para mostrar que também amamos. Tem brancos que só se relacionam com brancos e não sao chamados de racistas”, argumentou.

Por fim, ele também opina que deveria ser lançado um aplicativo para pessoas indígenas.