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Brasil & Mundo

Ciclone extratropical se aproxima do Brasil e deixa estados em alerta

Redação | - Atualizado 2 semanas atrás

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Rio Grande do Sul pode registrar acumulados de até 100 milímetros de chuva em apenas seis horas / Foto: Divulgação/ Regional and Mesoscale Meteorology Branch

A chegada do primeiro ciclone extratropical do ano deve provocar mudanças no tempo em diversas áreas do Brasil a partir desta sexta-feira (9). De acordo com a Climatempo, a Região Sul será a mais impactada, com previsão de temporais, ventos intensos e possibilidade de queda de granizo nos próximos dias. Nas demais regiões do país, as chuvas também devem ocorrer, porém com intensidade variável.

Nas primeiras horas da manhã, o avanço e a intensificação de uma área de baixa pressão entre o Paraguai e o norte da Argentina contribuem para a ocorrência de chuvas intensas, temporais, ventos fortes e eventual queda de granizo no Rio Grande do Sul. Ao longo do dia, as instabilidades aumentam, elevando o risco de grandes acumulados de chuva nas regiões oeste e sudoeste do estado.

A partir da tarde, as chuvas ganham força também no Paraná e em Santa Catarina, com volumes de moderados a elevados e possibilidade de temporais no oeste catarinense e no sudoeste paranaense. As rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h no oeste dos dois estados. No Rio Grande do Sul, os ventos podem alcançar 70 km/h no litoral, chegando a cerca de 80 km/h durante os temporais. As temperaturas ficam mais amenas no sul gaúcho, enquanto o calor segue predominando nas demais regiões.

No norte do Espírito Santo e no nordeste de Minas Gerais, a chuva ocorre de forma moderada. Já no Triângulo Mineiro, no noroeste e no centro de Minas, assim como no Rio de Janeiro e no restante do Espírito Santo, as precipitações tendem a ser mais fracas. Ao longo do dia, as instabilidades perdem intensidade, mas ainda podem ocorrer de forma isolada. O calor continua predominando, com rajadas de vento entre 40 e 50 km/h no oeste de São Paulo, na Região dos Lagos e no litoral norte fluminense.

As pancadas de chuva atingem o oeste e o noroeste de Mato Grosso nas primeiras horas do dia, além do sul de Goiás, avançando de forma mais fraca pela manhã sobre Mato Grosso do Sul. Entre o fim da manhã e o início da tarde, a combinação de calor e umidade intensifica as instabilidades, provocando chuvas mais fortes e isoladas no oeste de Mato Grosso e de Goiás, além do leste e sudeste mato-grossense, com risco de temporais no noroeste e no extremo oeste de Mato Grosso.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), já nesta sexta-feira o Rio Grande do Sul — especialmente as regiões central e oeste — pode registrar acumulados de até 100 milímetros de chuva em apenas seis horas, além de ventos que podem chegar a 100 km/h.

Em Mato Grosso do Sul, a atuação de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai mantém o tempo instável, com pancadas intensas ao longo do dia em grande parte do estado. À noite, as condições começam a melhorar gradualmente, mas ainda há registro de chuva isolada no norte e interior de Mato Grosso, no leste e sudoeste sul-mato-grossense e no interior de Goiás. As temperaturas apresentam leve queda, embora o calor persista. Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h atingem grande parte de Mato Grosso do Sul e o sul de Mato Grosso.

A chuva ocorre de forma fraca no litoral leste da região, no leste e interior do Maranhão e no interior da Bahia. Entre o fim da manhã e a tarde, as instabilidades se intensificam, com possibilidade de precipitações mais fortes entre o litoral sul da Bahia e Sergipe, além do oeste de Pernambuco, sul do Ceará e leste do Piauí.

Entre o litoral de Pernambuco, o extremo sul da Bahia e áreas do interior baiano, a chuva varia de moderada a forte, com risco de temporais na região de Ilhéus.

À noite, as instabilidades perdem força e o calor volta a predominar. As rajadas de vento permanecem entre 40 e 50 km/h, enquanto a umidade relativa do ar fica baixa em áreas do interior da Paraíba, do Ceará, do norte do Piauí, do extremo leste do Maranhão e do oeste e sul do Rio Grande do Norte, com índices abaixo de 30%.

Sobre o ciclone extratropical

Esse tipo de ciclone é caracterizado por uma área de baixa pressão organizada em diferentes níveis da atmosfera, favorecendo a formação de nuvens carregadas e ventos intensos. Os impactos variam conforme a intensidade do sistema e sua proximidade em relação ao continente.

Apesar do nome causar apreensão, ciclones extratropicais são fenômenos relativamente comuns ao longo do litoral das regiões Sul e Sudeste. Eles podem ocorrer em qualquer época do ano, mas são mais frequentes durante o outono e o inverno.

Na madrugada de sábado (10), o sistema ganha força e se transforma em um ciclone extratropical na região entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul.

No domingo (11), o fenômeno deve se deslocar para leste, atingindo o extremo sul gaúcho. Já na segunda-feira (12), a tendência é de afastamento em direção ao oceano, reduzindo os efeitos sobre o território brasileiro.

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Redação

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