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Comissão de Biossegurança diz que vacina da Oxford-Fiocruz é segura

Redação | Publicado em:

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Marcos Pontes, ministro do MCTI, durante coletiva sobre a liberação comercial da vacina contra Covid-19 desenvolvida pela Fiocruz e pela AstraZeneca. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil



A Comissão Técnica Nacional em Biossegurança (CTNBio), do Ministério da Ciência e Tecnologia, afirmou nesta sexta-feira (15) que a vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) é segura. Por lei, cabe ao colegiado emitir parecer sobre a segurança de organismos geneticamente modificados (OGMs), como é o caso do imunizante.7336670f0c061c86af8bc2be83d6d58f



A avaliação é uma etapa protocolar e não diz respeito ao uso e liberação comercial da vacina.



Pela legislação, nesse caso específico, a decisão sobre o uso comercial cabe à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), cuja diretoria colegiada reúne-se no próximo domingo (17) para deliberar sobre a liberação do uso emergencial do imunizante.



A Lei de Biossegurança diz que cabe à CTNBio prestar apComissão de Biossegurança diz que vacina da Oxford-Fiocruz é seguraoio técnico consultivo ao governo federal em questões de biossegurança. Entre outras funções, o colegiado analisa estudos com OGMs no Brasil, que podem ser plantas transgênicas, vacinas (tanto para humanos quanto para animais), células humanas ou micro-organismos.



Os pareceres técnicos são encaminhados a diferentes órgãos, como a Anvisa, ministérios da Agricultura, Pecuária e Pesca e do Meio Ambiente, ente outros, sempre que houver uso de um OGM.



No caso da vacina de Oxford, usa-se a tecnologia conhecida como vetor viral geneticamente modificado, que utiliza um vírus de resfriado retirado de um chimpanzé, em uma versão enfraquecida de um adenovírus. A esse adenovírus é adicionado o material genético da proteína spike do novo coronavírus (SARS-CoV-2) , induzindo à formação de anticorpos.



“Nós não fazemos o registro do produto, que é atribuição exclusiva da Anvisa. Fazemos uma avaliação, remetemos o parecer para a Anvisa, e a Anvisa acresce isso ao processo dela”, explicou o presidente da CTNBio, Paulo Barroso, durante a entrevista coletiva em que foi apresentada a avaliação do colegiado.



Barroso disse que o colegiado analisou somente a segurança do OGM utilizado na vacina para uso em larga escala na população e ressaltou que a decisão não diz respeito à liberação comercial da vacina.



“Este [liberação comercial] é o nome que ficou na lei, e este nome não é muito adequado. O adequado é: fizemos uma avaliação de segurança e consideramos a vacina adequada, sob o ponto de vista de segurança, para o uso em larga escala na população”, afirmou Barroso.



Questões de importação, distribuição, venda não são “da seara” da CTNBio, disse o presidente do colegiado. “A gente avalia se o transgênico é bom ou ruim, sob o ponto de vista de segurança. O resto é a Anvisa.”



“Hoje nós nos unimos em torno desse tema comum, que é vencer o vírus. Eu agradeço a dedicação dos conselheiros da CTNBio em obter resultados efetivos, precisos e rápidos. Em um tempo muito curto eles puderam analisar todos os aspectos e dar uma resposta efetiva. A ciência é a única arma que temos para vencer o vírus. Confiem na ciência do Brasil, nos nossos cientistas”, disse o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes.



Agência Brasil


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