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Demência do pugilista: entenda a doença que matou Maguila

André Silva | Publicado em:

Reprodução / Instagram



José Adilson Rodrigues dos Santos, conhecido como Maguila, morreu nesta quinta-feira (24), aos 66 anos, em Itu, São Paulo, após lutar contra uma encefalopatia traumática crônica (ETC), também chamada de “demência pugilística” e causada por traumas recorrentes, comuns em esportes de contato, como o boxe.

A doença se desenvolve lentamente e provoca danos progressivos ao cérebro, afetando a memória, a coordenação motora e o comportamento. O ex-boxeador estava internado desde 2017, e sua morte foi confirmada por sua esposa Irani Pinheiro.



Sintomas

Embora os sintomas possam demorar anos para aparecer, eles costumam piorar com o tempo, como foi o caso de Maguila, que passou os últimos anos de vida sob cuidados médicos.

Entre os principais sintomas estão confusão mental, dificuldades motoras e alterações de comportamento. Em casos avançados, a doença pode resultar em incapacidade total, exigindo internações e cuidados contínuos.

A ETC foi inicialmente identificada no início do século XX em pugilistas e, desde então, tem sido objeto de estudo em outras modalidades esportivas que envolvem impactos frequentes na cabeça, como o futebol americano e o MMA.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico definitivo da demência pugilística é difícil de ser feito enquanto o paciente está vivo, pois muitas das alterações no cérebro só podem ser confirmadas após a morte, por meio de exames especializados.

Por não haver cura, o foco é a prevenção, especialmente em esportes de contato, onde as discussões sobre a segurança dos atletas têm se intensificado.

Medidas de segurança

Medidas de segurança e apoio podem ser essenciais para pessoas com demência. É recomendado um ambiente iluminado, seguro e estável, com rotinas estruturadas para auxiliar na orientação. Estímulos como rádio e televisão são úteis, mas o excesso deve ser evitado.

Alterações no ambiente ou na rotina devem ser explicadas de maneira clara, e manter uma rotina diária de atividades ajuda na memória e na sensação de segurança.

Atividades regulares, físicas e mentais, podem contribuir para a independência, e devem ser simplificadas à medida que a doença avança. Além disso, aconselhamento psicológico e medicação podem ser úteis para lidar com mudanças de humor e prevenir pensamentos suicidas.

Para reduzir o risco de encefalopatia traumática crônica, é importante que atletas que sofrem concussões tenham um período adequado de descanso antes de retornar às atividades, sob supervisão médica.

André Silva

Bastante ativo na cobertura cultural, ja foi contemplado com o Prêmio Themis de Jornalismo, concedido pelo TJRS. Além da cultura, caminha por várias editorias, inclusive em cobertura de eventos internacionais, como a Cúpula do G20 e o encontro dos Brics. Instagram: @andrre.sillva

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