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    Dia do Sono: venda de remédios para dormir mais que dobrou em 2022

    Estudo diz que 73 milhões de pessoas possuem distúrbios

    Publicado 17/03/2023 às 14:45 | Autor: Enfoco
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    Medicamentos de tarja preta são consumidos por diversas pessoas
    Medicamentos de tarja preta são consumidos por diversas pessoas |  Foto: Marcelo Eugênio

    Cerca de 250 mil medicamentos para dormir foram comercializados no ano passado no Brasil. O número é 58% maior que os vendidos em 2021, quando 110 mil remédios chamados tarja preta deixaram as prateleiras das farmácias. 

    O levantamento é da Epharma, que reúne dados sobre a indústria farmacêutica no Brasil. Esta sexta-feira (17) marca o Dia Mundial do Sono. O excesso de consumo do medicamento vem chamando atenção de especialistas. 

    "O tripé da saúde é alimentação, exercícios e sono. Precisamos cuidar dos três para que nossa qualidade de vida seja mais prazerosa e tenhamos longevidade", comenta Dra Soraia Cristiane Cassab, pneumologista com título de especialista em medicina do sono adulto e infantil e diretora do centro Hypisono. 

    Distúrbios

    Os distúrbios relacionados ao sono atingem cerca de 73 milhões de pessoas no país, segundo a Associação Brasileira do Sono (ABS). 

    As três associações brasileiras associadas ao sono (Absono, ABMS e Abos) afirmam que ter uma boa noite de sono vai contribuir para melhorar a qualidade de vida e pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares (arritmias e hipertensão arterial) e diabetes; manter o peso corporal saudável, evitando a obesidade; fortalecer o sistema imunológico; liberar hormônios; consolidar a memória, concentração e aprendizado; regular o humor, diminuir o risco de depressão e ansiedade; reduzir o estresse; diminuir o número de acidentes, como os de trabalho e de trânsito.

    A fadiga causada pela privação do sono ou pelo sono de baixa qualidade pode sobrecarregar física, mental e emocionalmente, com alterações do humor. A psicóloga clínica comportamental e mestre em Medicina do Sono Mônica Müller explica a evolução dos quadros de má qualidade do sono, com quatro sintomas principais. “Na insônia inicial, a pessoa tem dificuldade para conciliar o sono. O segundo sintoma é a dificuldade de manutenção. O terceiro é a insônia terminal, com despertar precoce - o indivíduo acorda antes do horário desejado/programado e não consegue voltar a dormir. Por fim, o quarto sintoma é o sono não reparador, com queixas de fadiga, cansaço extremo, o que dificulta à pessoa funcionar [bem] durante o dia”.

    Recomendações

    Para dormir bem à noite, os médicos recomendam hábitos saudáveis de higiene do sono:

    • Ir para o quarto somente quando estiver sonolento (a), para não ‘fritar’ na cama;
    • Manter uma rotina regular de horários para deitar e se levantar;
    • Reduzir ruídos e manter o ambiente escuro à noite;
    • Se necessitar levantar no período noturno, usar lâmpadas adequadas nos ambientes, evitando a luz branca;
    • Manter a temperatura agradável no quarto;
    • Evitar o uso de medicamentos para o sono sempre prescrição médica;
    • Manter fora do quarto animais de estimação que podem atrapalhar o sono;
    • Cerca de duas horas antes de ir para a cama, evitar o uso de telas (TV, celular e computador);
    • Evitar alimentação pesada próximo ao horário de dormir;
    • Evitar o uso de bebidas alcóolicas e com cafeína, como café, chás preto, branco e mate, chocolate, guaraná e outros termogênicos;
    • Evitar alimentos com glicose
    • Praticar exercícios físicos regularmente, mas, evitá-los três a quatro horário de deitar;
    • Perder o excesso de peso corporal;
    • Não dormir em excesso durante o dia para acumular cansaço físico e mental para a noite
    • Não fumar;
    • Para quem já apresenta dificuldades para pegar no sono ou se manter dormindo:
    • Não permanecer muito tempo na cama acordado;
    • Ao acordar no meio da noite, evitar conferir o horário
    • Se tiver os pés frios, usar meias para dormir;
    • Não pensar em preocupações diárias ao se deitar;
    • Evitar discussões e polêmicas, no início da noite.

    Qualidade

    Os especialistas explicam que a necessidade e o limite de horas de sono podem ser diferentes de pessoa para pessoa e são variáveis em cada fase da vida, conforme as alterações hormonais. Um recém-nascido, por exemplo, passa de 14 a 18 horas por dia dormindo, consideradas essenciais ao desenvolvimento, sobretudo, neurológico. Nas crianças, o sono contribui na liberação do hormônio do crescimento. Já a adolescência é caracterizada por uma situação passageira de mudança de padrão do sono. Nessa faixa etária, os adolescentes precisam dormir mais horas (de 8 a 10), com a tendência de dormir e acordar mais tarde. Em tese, os adultos necessitam, em média, de 8 horas de sono por dia. E com o avanço da idade, podem acordar mais vezes à noite e há maior propensão para dormir e acordar mais cedo. Durante o dia, os cochilos podem ser mais frequentes neste momento da vida.

    O sono é dividido em duas fases: o sono não REM (Rapid Eyes Movement) e o sono REM. Os estágios do sono se alternam durante a noite. No sono não REM são quatro estágios:

    1: Sono de transição: marcado pelo adormecimento. Nesta transição entre estar acordado e dormindo, há relaxamento dos músculos e pode ser caracterizado por cochilos;

    2: Sono leve, com a diminuição dos ritmos cardíacos e respiratório e da temperatura corporal;

    3: Sono intermediário: a atividade cerebral começa a diminuir e o corpo começa a entrar em um sono profundo;

    4: Sono profundo: fundamental para o descanso do corpo, com a liberação de hormônios e recuperação de células e órgãos.

    Após o quarto estágio, o corpo caminha para o sono REM, com atividade cerebral intensa. É a fase dos sonhos, fixação da memória e o descanso profundo, essencial para a recuperação e o acordar disposto.

    Hábitos

    Uma pesquisa global sobre hábitos e condições de sono em mais de dez países, feita pela ResMed em janeiro de 2023, com mais de 20 mil indivíduos, mostra que 49% dos brasileiros mantêm o hábito de usar telas para tentar adormecer, seguido pela prática da leitura (34%) e do costume de passar tempo com um familiar ou animal de estimação (20%), antes de dormir.

    Com Agência Brasil 

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