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Ministério Público de SP pede prisão preventiva de Oruam

Redação | Publicado em:

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitou à Justiça a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam. O pedido, assinado pelo promotor Alan Carlos Reis Silva, veio a público nesta quarta-feira (20), embora tenha sido protocolado no último dia 5 de maio. O artista está foragido e também responde na Justiça do Rio de Janeiro por tentativa de homicídio após arremessar pedras contra policiais civis.

A investigação em São Paulo apura um disparo de arma de fogo realizado pelo rapper durante uma festa ocorrida em 16 de dezembro de 2024, na cidade de Igaratá, no interior paulista. Segundo a acusação, Oruam teria efetuado um tiro com uma espingarda diante de diversas pessoas. A cena foi registrada em vídeos divulgados nas redes sociais.

Durante diligências relacionadas a essa investigação, o cantor chegou a ser conduzido à delegacia por supostamente abrigar um foragido da Justiça em sua residência. Na ocasião, ele foi liberado no mesmo dia.

No pedido de prisão preventiva, o promotor Alan Carlos Reis Silva afirma que Oruam é alvo de investigações por crimes de lavagem de dinheiro, envolvimento com o Comando Vermelho e tentativa de homicídio contra policiais civis do Rio de Janeiro.

Ainda de acordo com o representante do MPSP, o denunciado “se encontra foragido, inviabilizando a efetividade da jurisdição penal e comprometendo o cumprimento de eventual decreto condenatório”. Para o promotor, o fato de o paradeiro do rapper ser desconhecido representa risco concreto de frustração da aplicação da lei.

Processo no Rio de Janeiro

Oruam também é réu por duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis durante uma operação realizada em julho do ano passado. Na última segunda-feira (18), a Justiça do Rio iniciou a audiência de instrução do processo, mesmo sem informações sobre o paradeiro do artista.

O rapper já era considerado foragido desde fevereiro deste ano por descumprimento das regras impostas pelo uso da tornozeleira eletrônica. O equipamento foi instalado no fim de setembro, e as primeiras irregularidades foram registradas em novembro. Desde então, segundo as autoridades, foram contabilizadas mais de 60 violações, sendo 21 delas apenas em 2026.

O caso investigado ocorreu em julho de 2025, no bairro do Joá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Conforme o Ministério Público, Oruam e outros suspeitos teriam arremessado pedras contra agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) durante o cumprimento de um mandado de busca contra um adolescente investigado por tráfico de drogas na residência do cantor.

Com Agência Brasil…

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