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Reprodução/TV Anhanguera

 






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O auxiliar de serviços gerais José Ribeiro da Silva morreu em Rialma, norte de Goiás. Sua irmã, Aparecida Ribeiro da Silva, que deu a informação da morte, tinha denunciado, no início da semana, que o hospital havia enviado o homem ainda vivo para a funerária. O auxiliar tratava um câncer na língua. Ele chegou a ser socorrido e levado para uma UTI, mas não resistiu.

Leia+: Homem dado como morto ‘ressuscita’ em funerária de Goiás

Nesta sexta-feira (2), o delegado Peterson Amin informou que a Polícia Civil já apura a possível causa da morte de José. O óbito pode ter sido causado por  hipotermia. Caso seja confirmada a causa, a situação do Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano e do médico que atestou a morte de José de forma errada pode ficar ainda mais complicada.

É que depois do erro de diagnóstico o homem foi colocado num saco plástico de remoção de corpos e enviado para uma funerária, retirando o paciente de qualquer suporte de vida. O delegado Amin ainda falou que o óbito já foi atestado e que José foi levado para a câmara fria e colocado dentro de um saco para que fosse mantido a baixa temperatura.

“A causa da morte sendo hipotermia aumenta a responsabilidade do médico, por isso a gente vai alterar a tipificação do inquérito, que antes estava como tentativa de homicídio, hoje, está como homicídio consumado, por dolo eventual”, explicou o delegado para o g1. 

A defesa do médico informou também ao g1 que só irá se manifestar “na presença dos órgãos jurídicos institucionais”.

História de terror

José Ribeiro da Silva morreu na última quinta-feira (1), e  seu corpo foi enterrado em Rialma, em Goiás. O delegado Amin disse que  o médico será ouvido nos próximos dias, juntamente com a família do morto. Diligências estão sendo feitas para coleta de documentos e provas. 

O médico foi afastado após a morte do paciente, e o Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN) afirmou que uma sindicância foi instaurada para que a situação seja apurada.

A irmã da vítima, Aparecida, ficou revoltada com a situação toda. Ela disse que recebeu a notícia da morte de José, por volta das 20h, e foi com sua família até o hospital onde o médico e um assistente social os receberam. No local, foi feita a liberação do corpo, sem saber que na verdade, José estava vivo. 

O idoso foi colocado dentro de um saco e levado para a funerária. Quando os funcionários abriram o invólucro plástico para a preparação do corpo para o velório, perceberam que o homem ainda estava vivo e que respirava com dificuldade. 

Aparecida revelou que os funcionários da funerária ligaram para ela desesperados, pedindo para que ela fosse lá, que seu irmão estava vivo. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e José levado para um hospital em Rialma. Ele estava com um estado gravíssimo com instabilidade clínica, chegou a ser transferido para a UTI, mas não resistiu e faleceu na quinta-feira (1).